Homem perde a vida após tratamento dentário

O funcionário público Luiz Carlos das Dores, de 56 anos de idade, iniciou um tratamento odontológico com a intenção de colocar facetas dentárias. Luiz Carlos era casado com Benedito Antônio Nascimento, que afirmou que o marido desconhecia os riscos que envolviam o procedimento.

 

Em depoimento, a família afirma que a vítima sofreu várias complicações de saúde, em decorrência do tratamento, indo parar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde seu quadro se agravou e evoluiu para óbito, devido a uma infecção generalizada.

 

Ainda de acordo com relato de familiares, os exames de raios-x mostraram que Luiz Carlos tinha uma doença de perda óssea, o que impossibilitaria o tratamento realizado. Segundo outra profissional, tal procedimento não devia ter ido adiante. Luiz Carlos deu entrada no hospital no dia 8 de agosto, e seu óbito foi registrado 10 dias após.

 

O marido de Luiz Carlos relatou que ele era muito vaidoso, e se cuidava bastante. Ele contava que estava satisfeito com a aparência de seus dentes, porém acreditou que o tratamento a que se submeteu ia deixar tudo melhor.

 

Benedito ainda contou que o tratamento teve início ainda no mês de junho deste ano, em Goiânia, com a dentista Jamilly Flexa, onde conheceu seu trabalho através das redes sociais. Foi acertado que seriam colocadas 24 facetas dentárias, e que o custo total do procedimento seria de R$ 42 mil.

 

Através de nota divulgada, a dentista Jamilly Flexa informou que se solidariza com a família de Luiz e que desconhecia oficialmente ter sido denunciada, até a tarde da última terça-feira, dia 06. De acordo com a profissional, não houve nenhum tipo de negligência em relação aos procedimentos adotados por ela, e que está tomando as medidas cabíveis contra as acusações que estão sendo-lhes impostas.

 

A Polícia Civil do estado de Goiás registrou um boletim de ocorrência, para averiguar todas as circunstâncias que envolvem o caso. A família de Luiz Carlos solicitou que o caso também seja investigado pelo Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO).



Recomendamos