Ainda nos dias atuais, grande parte da população vive em situação extremamente precária, não possuindo o mínimo de dignidade e meios necessários para sair de tais situações de vulnerabilidade, como é o caso do casal que mostraremos a seguir.
Sem condições para viver de maneira digna e sobrevivendo na pobreza profunda, esse casal, por muitas vezes, necessitou passar pela dor da fome e do frio, além das privações que o destino lhe proporcionou.
Por fatos como este, é necessário sempre repensarmos nossos valores, buscando sempre agradecer por aquilo que possuímos e pelas pequenas coisas que a vida nos dá, como uma cama, coberta quente, um teto para viver, além do abrigo, proteção e carinho daqueles que amamos. Devemos sempre ter em mente que, o que realmente importa é nossa saúde.
O casal em questão é María Farcía e Miguel Retrepo, que vivem há quase 30 anos em um bueiro abandonado na cidade de Medéllin, na Colômbia, em situação extremamente lamentável. Abaixo, é possível ver algumas fotos de onde o casal reside.
Aos poucos Miguel e Maia foram realizando transformações no local, tentando tornar o ambiente mais aconchegante, mesmo que seja um espaço de apenas seis metros. Mostrando possuir bastante capricho, Miguel pintou as paredes do local, completando as partes com pedaços de cerâmico que ganhou através de doações, evitando a infiltração devido ao esgoto.
O casal necessita da água da chuva para continuarem vivos, uma vez que não possuem água encanada nem energia elétrica. Mesmo não possuindo luxo algum, eles fazem questão de agradecer o que possuem.
População no Brasil em situação de rua
Entre os meses de dezembro de 2021 e maio de 2022, a população que mora nas ruas do Brasil cresceu aproximadamente 16%, de acordo com os dados concedidos pelo POLOS-UFMG.
Durante o final do ano passado, o CadÚnico (Cadastro Único) registrou 158.191 pessoas morando nas ruas do país. Em meio deste ano, o número subiu para 184.638, com o total de 42.240 registros apenas da cidade de São Paulo, que possui o maior número de pessoas nas ruas. Em sequência, vem o Rio de Janeiro, somando 10.624 pessoas e, logo em seguida, Belo Horizonte, com 10.241.