A ativista sueca Greta Thunberg foi detida com outros militantes no decorrer de um protesto contra a demolição de uma vila perto do município de Luetzerath, na Alemanha, nesta terça-feira (17), de acordo com a polícia alemã. Greta chegou a ser carregada por militares em direção a um ônibus da corporação.
A vila está sendo demolida para obras expansão de uma mina de carvão mineral a céu aberto. As atividades de mineração muito provavelmente serão retomadas no local nos próximos meses para atender à procura energética acarretada pela crise de abastecimento que atingiu a Alemanha após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Militantes climáticos defendem fielmente que as vilas locais não devem ser demolidas e que o carvão sob elas deve ser deixado no solo. Eles justificam que a queima do carvão provoca emissões de gases de efeito estufa.
Thunberg foi detida no momento em que protestava na mina de carvão a céu aberto de Garzweiler 2, a cerca de 9 quilômetros de Luetzerath. A adolescente se sentou com um grupo de manifestantes perto da borda da mina.

A militante se juntou aos manifestantes na sexta-feira (13) e foi flagrada sentada sozinha em um grande ônibus da polícia depois de ter sido detida, contou uma testemunha da Reuters.
Uma autoridade disse ao grupo de detidos que eles seriam encaminhados para uma verificação de identidade. Conforme com a polícia, Greta foi carregada pelos policiais para fora de uma região supostamente perigosa.
Conforme com informações oficiais, um dos militantes chegou a pular na mina, porém o porta-voz da polícia não soube informar se ele ficou machucado. Ainda não se sabe o que acontecerá com Thunberg e com o grupo que foi detido com ela.

Veja o vídeo na íntegra:
Manifestações
Vale ressaltar que o plano de expansão das minas sempre foi muito criticado por militantes porque prevê a demolição de um trecho localizado na bacia do rio Reno entre o município de Düsseldorf e Colônia. A mina de lignito motivo dos protestos é operada pela empresa alemã de energia RWE.
“O carvão de Lützerath deve permanecer no solo”, proclamou Greta em frente a manifestantes no último sábado (14), pedindo para que não se sacrifique o clima às custas do “crescimento a curto prazo e da ganância empresarial”.