Menina de 10 anos perde a vida ao ser baleada na Baixada Fluminense às vésperas da festa de aniversário

Na noite desta última quarta-feira (25), uma menina perdeu a vida vítima de uma bala perdida na Baixada Fluminense. Rafaelly da Rocha Vieira tinha acabado de completar 10 anos na última sexta-feira (20) e iria comemorar o aniversário no próximo sábado (28) , no entanto um tiro de fuzil a acertou.

A menina ainda foi encaminhada com sinais vitais para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). “Ela teve parada cardiorrespiratória, e todas as tentativas de salvamento foram realizadas, mas, infelizmente, sem sucesso”, informou a Secretaria de Saúde de São João de Meriti.

No decorrer de uma entrevista cedida ao Bom Dia Rio, a madrinha de Rafaelly fez um desabafo: ‘Temos que parar de normalizar crianças morrendo no nosso estado”, disse Elza Alaíde Menezes.

Como ocorreu a fatalidade

A fatalidade ocorreu na Rua Doutor Monteiro de Barros, esquina com a Rua Getúlio de Moura, em São João de Meriti, por volta das 19h30. A Getúlio de Moura é uma das vias mais movimentadas da cidade.

Populares locais contam que homens encapuzados invadiram a rua e começaram a atirar. A menina brincava na rua com outras crianças e foi vítima de uma bala perdida, na região do tórax.

Vizinhos contaram também que houve muito corre-corre durante os disparos.

“Ao ouvir os disparos, vem descendo a mãe dela fortemente gritando: ‘Minha filha, minha filha’. Vimos que foi a pequena Rafaelly, que tinha sido atingida e estava caída no chão. A gente não sabe quem foram os autores dos disparos nem para quem tinha sido. Sei que eles entraram em uma rua que tem muita criança, não estamos acostumados com isso. Atirando a esmo”, contou Luiz Claudio da Silva.

“A rua estava cheia, todo mundo conversando, as crianças brincando. Do nada só ouvimos os disparos e o corre-corre, só vi pegando ela do chão e colocando no colo”, entregou Carolaine Esteves.

Diante o exposto, por volta das 7h desta quinta-feira (26), moradores deram início a um protesto no local do crime. Eles colocaram fogo a caixotes de madeira e sofás e pediam justiça.



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