A morte trágica de Quenia Gabriela Oliveira Matos de Lima, uma menina de apenas 2 anos, tem causado grande comoção e indignação nesta sexta-feira, 10 de março.
A condição da menina foi relatada por uma médica que entrou em contato com as autoridades depois de observar evidências claras de que a menina estava sofrendo abusos. Em seu depoimento à polícia, a médica afirmou que a causa da morte foi “agressão física e possível abuso”.
Em seu depoimento, a médica detalhou que registrou diversas lesões no corpo da menina: 12 no rosto, 16 no dorso, 6 nos braços, 17 no abdômen e 7 nas pernas.
Quenia foi levada para a clínica onde a médica trabalhava, mas já chegou ao local sem vida. A médica estimou que a menina estava morta há pelo menos uma hora.
Na clínica médica, os policiais prenderam em flagrante o pai da menina e a madrasta. O pai, Marcos Vinicius Lino, assumiu a guarda de Quenia para evitar pagar pensão para a filha.
As lesões observadas em Quenia não eram novidade. No final do ano passado, ela foi atendida na mesma clínica com um corte na cabeça, e a madrasta alegou que uma louça havia caído nela.
A creche também questionou a família sobre as lesões que observavam na menina. A direção da instituição chegou a cobrar da família para encaminhar Quenia ao médico.
No final da tarde desta sexta-feira, o laudo da necropsia realizado no corpo da menina revelou que a causa da morte foi “politraumatismo torácico e abdominal” e afirmou que o trauma foi causado de forma cruel.