O juiz Diogo Volpe Gonçalves Soares determinou a penhora dos dízimos pagos pelos fiéis da Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, para pagamento de uma dívida de aluguel. A igreja foi condenada a pagar cerca de R$ 881 mil em aluguéis atrasados, multa, juros e correção monetária referentes a um imóvel alugado em Ubatuba, no litoral paulista, para funcionar como um templo da igreja.
A Igreja Mundial do Poder de Deus não negou a dívida, mas afirmou em sua defesa que é uma organização religiosa sem fins lucrativos, que se mantém exclusivamente por meio de dízimos e doações voluntárias. Segundo a igreja, seu “caixa é volátil por natureza, uma vez que os dízimos e contribuições seguem a liberalidade dos fiéis, sendo de natureza voluntária e esporádica”.
O juiz Diogo Volpe Gonçalves Soares determinou a penhora de parte das doações feitas pelos fiéis à Igreja Mundial do Poder de Deus para quitar uma dívida de aluguel no valor de R$ 881 mil. A igreja parou de pagar o aluguel de um imóvel em Ubatuba, litoral de São Paulo, que funcionava como templo desde 2009.
A igreja não negou a dívida, mas alegou ser uma organização religiosa sem fins lucrativos mantida exclusivamente por doações voluntárias. A Mundial foi condenada em primeira e segunda instâncias e não pode mais recorrer, apenas contestar os cálculos da correção da dívida. A penhora de até 10% das doações pode ser feita inclusive durante os cultos, afetando a nova sede da igreja em Ubatuba. A Mundial passa por uma grave crise financeira agravada pela pandemia do coronavírus e enfrenta mais de mil ações judiciais por dívidas.
A Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, tem argumentado em seus processos judiciais que vem enfrentando dificuldades financeiras por causa da pandemia do coronavírus.
De acordo com a instituição, o fechamento das igrejas durante a crise sanitária impediu a realização de atividades religiosas, o que provocou uma redução significativa da arrecadação de dízimos e doações por parte dos fiéis.
A Mundial costuma afirmar que essa situação é “público e notório” e que, em razão disso, tem tido dificuldades em honrar suas dívidas, o que a tornou alvo de mais de mil ações na Justiça.