O comportamento do ex-deputado Gilmar Fabris, registrado em um vídeo que viralizou nas redes sociais, é inadmissível em qualquer sociedade civilizada. Ofender, xingar e despejar impropérios contra uma mulher que passeava com seu cachorro de estimação em uma área aberta de um condomínio luxuoso em Cuiabá é um ato de extrema grosseria e falta de respeito.
Além de rotular a mulher de “suja, honrosa, mal-amada e retardada”, Fabris ainda mandou ela “catar essa cachorrada toda e levar pra sua casa”. O comportamento agressivo e intimidador do ex-deputado é inaceitável e deve ser condenado pela sociedade.
O episódio, que gerou indignação nas redes sociais e na imprensa, levanta a discussão sobre a importância do respeito aos animais e às pessoas. O cachorro de estimação é um membro da família para muitas pessoas e tem o direito de ser tratado com carinho e respeito, assim como os humanos.
A atitude do ex-deputado Gilmar Fabris é ainda mais grave por ter sido dirigida a uma mulher, que pode ter se sentido ameaçada e intimidada com a postura agressiva do político. Não podemos tolerar atos de violência ou intimidação contra as mulheres, e é fundamental que a sociedade esteja atenta e vigilante para denunciar e punir esse tipo de comportamento.
As pessoas que presenciaram a cena lamentaram a agressividade do ex-deputado e temeram pela integridade física da mulher. É inaceitável que um político, que deveria ser um exemplo de comportamento ético e respeitoso, aja de maneira tão vergonhosa e desrespeitosa.
É importante que as autoridades competentes investiguem o caso e tomem as medidas cabíveis para punir o ex-deputado pelo seu comportamento inadequado. A sociedade precisa enviar uma mensagem clara de que esse tipo de comportamento não é tolerado e que as pessoas que agem dessa forma serão responsabilizadas pelos seus atos.
Em resumo, a atitude do ex-deputado Gilmar Fabris é uma mostra clara de falta de respeito e civilidade. É preciso repudiar essa postura agressiva e intimidadora e lutar por uma sociedade mais justa e respeitosa, onde as pessoas e os animais são tratados com dignidade e carinho.
No último domingo (21), o Ministério Público Eleitoral impugnou a candidatura de Gilmar Fabris (PSD), ex-deputado estadual, para deputado federal. O procurador Regional Eleitoral, Erich Raphael Masson, assinou a ação de impugnação, alegando que Fabris apresentou certidões criminais de 1º e 2º grau da Justiça de Mato Grosso com abrangência dos últimos cinco anos. Embora tenha apresentado 26 processos criminais em que aparece como réu ou requerido, o candidato omitiu outras 14 ações judiciais, descobertas pelo procurador após pesquisa junto ao Poder Judiciário.
Além disso, Masson destaca que esta não é a primeira vez que Fabris comete este tipo de irregularidade. Nas eleições de 2018, o ex-deputado apresentou uma certidão com limitação temporal de 10 anos, o que foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Desde então, a jurisprudência estabelecida é que as anotações de processos criminais devem ser apresentadas por tempo indeterminado.
De acordo com o procurador, a falta das certidões necessárias indica a ausência de uma das condições para o registro da candidatura, o que pode resultar no indeferimento do registro de Fabris, caso o pedido de impugnação seja aceito pela Justiça Eleitoral.