O que se sabe sobre a arcturus, variante do coronavírus já existente no Brasil

A nova variante do coronavírus, conhecida como arcturus ou XBB.1.16, já está circulando no Brasil e tem sido classificada como uma variante de interesse pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso se deve ao fato de que, na Índia, onde a variante foi identificada pela primeira vez, ela causou uma onda de novas infecções e já se tornou a cepa dominante. A OMS passou a ter um olhar mais cauteloso sobre a arcturus devido à sua rápida disseminação.

Até o momento, não houve mudança na gravidade da doença em indivíduos ou populações infectadas pela arcturus, embora ela pareça se espalhar mais rapidamente do que as variantes anteriores. Por esse motivo, a arcturus requer um monitoramento mais próximo para avaliar a transmissibilidade, o escape imune e a possibilidade de aumento da gravidade dos casos.

No final do mês de abril, o Hospital Israelita Albert Einstein identificou um caso de infecção pela arcturus no Estado de São Paulo, por meio de sequenciamento genético. É importante ressaltar que as evidências atuais não indicam risco adicional à saúde pública se comparada à principal linhagem em circulação no Brasil atualmente, a XBB.1.5. Além disso, não há evidências de alteração na gravidade dos casos.

Nos Estados Unidos, o número de casos confirmados da variante vem aumentando. Na semana entre os dias 17 e 21 de abril, a arcturus foi responsável por cerca de 10% dos casos de covid-19, acima dos 6% registrados na semana anterior. Isso mostra a rápida disseminação da variante em outros países.

Diante desse cenário, é fundamental que as autoridades de saúde continuem monitorando de perto a situação e adotem medidas preventivas para evitar a disseminação da arcturus e outras variantes do coronavírus. É importante que a população siga as recomendações das autoridades de saúde, como usar máscaras de proteção, manter o distanciamento social e evitar aglomerações.

Além disso, é importante que as pessoas se vacinem quando estiverem disponíveis. As vacinas têm se mostrado eficazes contra as variantes do coronavírus, incluindo a arcturus. Embora a eficácia possa ser reduzida em algumas variantes, as vacinas ainda são a melhor ferramenta disponível para prevenir a doença grave e reduzir a disseminação do vírus.

Por fim, é essencial que as autoridades de saúde continuem investindo em pesquisa e desenvolvimento para entender melhor as variantes do coronavírus e desenvolver novas estratégias para combatê-las. Com o monitoramento e a ação adequados, podemos controlar a disseminação da arcturus e outras variantes do coronavírus, evitando novas ondas de infecção e reduzindo o impacto da pandemia em todo o mundo.

O que se sabe sobre a arcturus

Esse vírus é uma sublinhagem da variante XBB, que por sua vez é uma “descendente” da ômicron —variante do SARS-CoV-2 que provocou um aumento considerável de infecções, hospitalizações e mortes em todo mundo no ano passado.

Trás consigo inúmeras mudanças no seu código genético, o que aparentemente aumenta a sua capacidade de se espalhar e de escapar da imunidade adquirida (pela vacina ou por já ter contraído a covid). Uma dessas mutações em especial ocorre na proteína spike, justamente a que o vírus usa para invadir as células.

Ela tem uma característica diferente das anteriores: um dos sintomas apresentados é a conjuntivite (principalmente em crianças), acompanhada de febre alta e tosse. A constatação foi feita pelo Comitê Indiano de Imunizações Pediátricas, que observou um aumento de casos de covid-19 entre crianças que também apresentavam conjuntivite, mas ainda não há dados pontuais que confirmem essa ligação.



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