Na manhã desta quarta-feira (13), uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi arrastada pela água que inundou a pista da BR-116, no km 386, situado em Camaquã, na Região Sul do Rio Grande do Sul. Um vídeo capturado por um condutor presente no local exibe um agente da PRF resguardando-se da forte correnteza sobre o capô do veículo.
A PRF confirmou que o vídeo foi registrado na terça-feira (12) e que o incidente ocorreu no Rio Grande do Sul. A corporação assegura também que não houve feridos. A inundação da via ocorreu devido ao rompimento de uma barragem nas proximidades da rodovia, conforme informado pela PRF. Dois agentes estavam presentes no local, monitorando a elevação do nível da água, quando foram surpreendidos pela força da correnteza.
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Rodovia interrompida
Ao redor do meio-dia, a PRF comunicou que o tráfego na BR-116 foi suspenso no sentido capital-interior, no km 386, exatamente onde o vídeo foi registrado. Isso se deu devido ao rompimento de um açude situado nas proximidades da rodovia. Até o momento, não há uma estimativa para a reabertura da via.
Chuva no RS
Nesta quarta-feira, uma nova rodada de chuvas intensas afetou o estado do Rio Grande do Sul. O Rio Taquari, responsável pelas inundações na semana passada, voltou a apresentar elevação, atingindo a marca de 16 metros, três metros acima do nível usual. Na região de Arroio do Meio, situada no Vale do Taquari, foi registrada uma precipitação de granizo.
Conforme informações da Climatempo Meteorologia, houve precipitação abundante em diversas cidades das regiões Sul, Litoral Norte, Fronteira Oeste e Região Metropolitana de Porto Alegre. Na capital, a chuva acumulou mais de 30mm durante a madrugada e o começo da manhã. Residentes relatam falta de energia em vários pontos da cidade. Até o momento, as concessionárias de energia elétrica do estado não dispõem de dados consolidados sobre os cortes de energia.
Em Alegrete, na Fronteira Oeste, a precipitação alcançou um volume superior a 60 mm. Já em Mostardas, no Litoral Norte, e Camaquã, na Região Sul, ultrapassou os 55 mm de chuva.
Ciclone no RS
O ciclone que se abateu sobre o Rio Grande do Sul trouxe consigo uma sequência de eventos meteorológicos intensos e impactantes para a região. Com ventos de grande velocidade e chuvas torrenciais, o fenômeno deixou um rastro de destruição e desafios para moradores e autoridades locais.
As rajadas de vento, atingindo velocidades surpreendentes, foram um dos elementos mais marcantes desse ciclone. Árvores foram arrancadas pela raiz, postes de energia derrubados e estruturas danificadas. Os ventos também comprometeram a mobilidade, tornando a circulação de veículos e pedestres uma tarefa arriscada.
As chuvas, por sua vez, foram volumosas e persistentes. Em diversas áreas, os índices pluviométricos ultrapassaram as médias históricas para o período. Isso resultou em inundações em zonas baixas e transbordamento de rios, agravando ainda mais a situação. Residências e comércios foram afetados, e muitos moradores tiveram que ser resgatados de áreas alagadas.
Além dos danos materiais, o ciclone também teve impactos no fornecimento de serviços essenciais. Quedas de energia foram generalizadas, afetando a rotina de milhares de pessoas. Equipes de emergência e empresas de energia trabalharam incansavelmente para restabelecer a eletricidade, mas o processo foi desafiador devido à extensão dos estragos.
As comunicações também foram prejudicadas, com interrupções em linhas telefônicas e serviços de internet. Isso dificultou a coordenação de esforços e a obtenção de informações precisas sobre a situação em diferentes áreas afetadas.
Diante de tal cenário, a resposta das autoridades e da comunidade foi notável. Equipes de resgate, bombeiros e voluntários uniram forças para prestar assistência às vítimas e garantir a segurança de todos. Abrigos temporários foram estabelecidos para aqueles que precisavam de abrigo e apoio.
Este ciclone serviu como um lembrete poderoso da força da natureza e da importância da preparação para eventos meteorológicos extremos. Reforça a necessidade de sistemas de alerta eficazes e planos de contingência bem estruturados para lidar com situações de crise. À medida que a região se recupera, fica evidente o espírito de solidariedade e resiliência da comunidade, que se une para superar os desafios impostos por um fenômeno tão adverso.