Flordelis faz pedido de prisão domiciliar para cuidar de sua sáude: ”estado debilitado”

Na última quinta-feira, a equipe jurídica da ex-parlamentar federal Flordelis dos Santos de Souza solicitou à justiça a mudança de sua detenção cautelar para prisão domiciliar. De acordo com os advogados Rodrigo Faucz e Janira Rocha, essa alternativa é mais detalhada para garantir os cuidados médicos essenciais para a recuperação de seu bem-estar físico e psicológico. No mês anterior, Flordelis teve um mal-estar na cadeia Talavera Bruce, situada no Complexo de Gericinó, sendo encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. Um ex-parlamentar encontra-se detido desde agosto de 2021, após ser sentenciado a 50 anos pelo planejamento do assassinato de seu esposo, Anderson do Carmo. 
Em comunicado, a equipe jurídica ressalta que o ambiente carcerário não oferece as condições possíveis para realizar os procedimentos médicos urgentes e essenciais para o cuidado e monitoramento da antiga parlamentar. 

No mês de setembro, Flordelis sofreu um desmaio, resultando em uma queda que ocasionou lesões no rosto, joelhos e mãos, conforme relatado por seus defensores. O incidente ocorreu no momento em que ela se deslocava de sua cela para receber cuidados médicos, após ter relatado episódios de vertigem aos agentes penitenciários. 

Ao longo de mais de dois anos de detida, Flordelis teve diversos episódios de desmaios, conforme informado por sua equipe jurídica. Em dezembro de 2021, foi concedida pela Justiça a permissão para que Flordelis fosse atendida por seu médico pessoal dentro da instituição carcerária. Seus advogados, na ocasião, comunicaram que ela enfrentou “momentos de perda de consciência, falhas na memória e fortes dores de cabeça” na prisão Talavera Bruce. 

A declaração de defesa destaca: “A proteção da saúde do antigo parlamentar é evidente pelos eventos, atendimentos médicos e exames recentes. Flordelis apresenta sérias complicações cardíacas e possui um diagnóstico de distúrbio mental. Dessa forma, solicitamos que as leis e diretrizes, que asseguram O tratamento adequado para idosos e doentes, é aplicado considerando a condição médica específica do ex-deputado. O ambiente carcerário não oferece as condições de ordem para realizar os procedimentos médicos urgentes e essenciais para seu cuidado e monitoramento”. 

“A deficiência do sistema carcerário em fornecer os exames e cuidados médicos necessários para o bem-estar e monitoramento da ex-parlamentar foi destacada pela sua equipe jurídica”, conforme reportado pelo jornal Extra. 

A solicitação surgiu depois de um incidente de saúde envolvendo uma ex-deputada na prisão. Ela foi rapidamente encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Seus defensores contaram que, em setembro, Flordelis teve um desmaio, resultando em uma queda onde lesionou seu rosto, joelhos e mãos, após ter comunicado aos agentes penitenciários sobre suas vertigens. 

Os defensores alegaram que Flordelis deveria estar em domicílio devido a um “comprometimento significativo de sua saúde”. Segundo a defesa, ela matou um AVC não confirmado, resultando em sintomas como perda de memória e desafios em registrar nomes e eventos. Laudos médicos apresentados pela equipe jurídica indicam que um ex-parlamentar apresentou periodicamente no fluxo de sangue ao cérebro, hipotensão e episódios convulsivos, em determinadas situações, sendo necessário o uso de adrenalina. 

Os advogados de Flordelis defendem que uma instituição prisional não é adequada para prestar o cuidado necessário a ela. Em um evento em setembro, após perder a consciência, ela sofreu lesões no rosto, mãos e joelhos devido a uma queda. 



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