Empresário ligado a marido de ex-ministra de Lula é morto a tiros no RJ

No último sábado, 28 de outubro, um triste evento assustou a cidade de Queimados, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Clayton Damaceno, um empresário de 45 anos e pré-candidato a vereador nas eleições municipais de 2024 em Belford Roxo, foi covardemente assassinado a tiros. A vítima era amplamente conhecida por suas conexões políticas, principalmente por sua amizade com Waguinho Carneiro, o prefeito de Belford Roxo e marido da ex-ministra do Turismo, Daniela do Waguinho.

O cenário desse crime hediondo levanta várias questões e preocupações não apenas em relação à segurança na região, mas também ao clima político tenso que se instaurou. Este artigo busca explorar os eventos que cercam a morte de Clayton Damaceno e as implicações políticas associadas a essa tragédia.

Clayton Damaceno, nascido há 45 anos, havia completado mais um ano de vida na sexta-feira, 27 de outubro, quando tragédia lhe ceifou a vida. Ele era um empresário respeitado e já estava empenhado na política local, tendo se lançado como pré-candidato a vereador nas eleições municipais de 2024 em Belford Roxo. Essa aspiração política não era alheia ao seu profundo envolvimento com o cenário político local, e ele gozava da amizade e apoio do prefeito de Belford Roxo, Waguinho Carneiro.

O local onde Clayton Damaceno perdeu a vida não foi sua cidade de origem, Belford Roxo, mas sim Queimados, também na Baixada Fluminense. Ele não estava sozinho no momento do ataque. Uma apoiadora que o acompanhava também foi alvejada e morta. De acordo com informações da Polícia Militar, quando os policiais chegaram ao local, as vítimas já haviam sido socorridas. Infelizmente, Clayton não resistiu e faleceu na Unidade de Pronto Atendimento de Queimados, enquanto a apoiadora perdeu a vida na UPA de Austin, em Nova Iguaçu, cidade vizinha.

A covardia desse crime abalou a região, e as autoridades estão investigando ativamente o incidente em busca dos responsáveis por esse ato hediondo. Mas esse incidente é apenas um dos muitos que vêm ocorrendo na Baixada Fluminense nos últimos meses.

Violência Política na Baixada Fluminense

A violência política tem sido uma preocupação crescente na Baixada Fluminense, especialmente em relação aos ataques a pré-candidatos e políticos locais. De acordo com o Observatório das Favelas, um instituto que monitora a segurança e os direitos humanos na região, houve sete atentados entre julho de 2022 e junho de 2023. Esses eventos revelam um aumento significativo na violência política, especialmente quando comparados com o período anterior, que abrangeu 18 meses, de janeiro de 2021 a junho de 2022.

Além disso, é alarmante observar que quatro das sete vítimas dos ataques estavam em áreas controladas por milícias. Essa situação agrava ainda mais o cenário político, à medida que as eleições municipais de 2024 se aproximam. A presença de milícias em algumas áreas da Baixada Fluminense é uma questão crítica que precisa ser enfrentada de maneira eficaz, a fim de garantir a segurança dos candidatos e a integridade do processo eleitoral.

Reações e Preocupações 

A morte de Clayton Damaceno teve repercussões políticas imediatas. O prefeito de Belford Roxo, Waguinho Carneiro, que é marido da ex-ministra do Turismo, Daniela do Waguinho, expressou publicamente seu pesar pela perda de seu amigo e aliado político. Em uma rede social, ele descreveu Clayton como um “líder político exemplar” e lamentou profundamente sua morte. Essa tragédia também levou Waguinho a solicitar proteção policial ao governo federal devido aos receios de possíveis ataques vinculados às eleições do ano que vem.

O Ministério da Justiça foi contatado a respeito desse pedido de proteção, mas ainda não divulgou informações sobre sua aprovação ou implementação. Segundo a coluna de Guilherme Amado no site Metrópoles, Waguinho e Daniela Carneiro não responderam aos contatos da imprensa, deixando dúvidas sobre a resposta do governo a essa solicitação de segurança.

A morte de Clayton Damaceno, empresário e pré-candidato a vereador em Belford Roxo, é um triste lembrete dos desafios enfrentados por políticos e pré-candidatos em regiões afetadas pela violência política. A situação na Baixada Fluminense é preocupante, com um aumento notável nos ataques a políticos locais e pré-candidatos. Essa situação levanta questões urgentes sobre a segurança desses indivíduos e a integridade do processo eleitoral.

A resposta das autoridades, tanto locais quanto federais, será fundamental para garantir que o cenário político na região seja mais seguro e propício à participação democrática. O caso de Clayton Damaceno deve servir como um alerta para a necessidade de abordar a violência política de maneira eficaz, protegendo aqueles que desejam contribuir para a política e para a comunidade.

 

 

 



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