No último sábado (30/12), uma viagem de cruzeiro se transformou em uma tragédia para a família e amigos do escritor Carlos Alberto Mota Candreva, de 32 anos. Durante a jornada a bordo do navio MSC Preziosa, no litoral paulista, Candreva caiu no mar e, desde então, encontra-se desaparecido. Após sete dias intensos de buscas, a Marinha anunciou, nesta sexta-feira (5/1), a suspensão das operações.
As equipes de busca, inicialmente compostas pelos próprios membros do cruzeiro, iniciaram os trabalhos durante a madrugada do incidente, com a ajuda de dois barcos. Diante da gravidade da situação, a empresa acionou a Marinha, que assumiu as operações de busca e salvamento. Apesar dos esforços contínuos ao longo de uma semana, as autoridades marítimas declararam oficialmente o término das buscas.
Em comunicado oficial, a Marinha informou que, devido ao tempo decorrido desde o desaparecimento, a área de busca tornou-se excessivamente ampla. “Tendo em vista que não há nenhum indício que possa contribuir para a localização do passageiro, as buscas foram suspensas”, destacou a nota. A notícia representa um duro golpe para a família e amigos de Candreva, que aguardavam ansiosos por um desfecho positivo.
A tragédia começou a se desenrolar nas primeiras horas do último sábado, quando o escritor caiu nas águas do litoral paulista. Os esforços iniciais para localizá-lo envolveram tanto a equipe de bordo do MSC Preziosa quanto o suporte de embarcações próximas. Contudo, a complexidade da busca levou a Marinha a assumir o comando das operações, mobilizando recursos e embarcações especializadas.
A decisão de suspender as buscas representa um momento difícil para todos os envolvidos, e a incerteza em torno do destino de Carlos Alberto Mota Candreva intensifica a dor da perda. A família e os amigos, que aguardavam notícias esperançosas, agora enfrentam o desafio de lidar com a ausência sem respostas definitivas.
A Marinha ressaltou que as circunstâncias do incidente ainda são objeto de investigação. O relato inicial sugere que o escritor caiu no mar durante a madrugada, mas os detalhes precisos que levaram a esse trágico desfecho permanecem desconhecidos. A empresa responsável pelo cruzeiro também está colaborando com as autoridades para fornecer informações relevantes que possam esclarecer os eventos que levaram ao desaparecimento de Carlos Candreva.
Além do aspecto humano e emocional, a tragédia destaca a necessidade de uma revisão nos protocolos de segurança e procedimentos de emergência em cruzeiros. A Marinha deve avaliar se as medidas existentes são adequadas para lidar com situações de desaparecimento no mar e implementar melhorias se necessário.
A suspensão das buscas por Carlos Alberto Mota Candreva deixa uma lacuna dolorosa na vida de seus entes queridos. Agora, resta às autoridades continuar as investigações e, esperançosamente, oferecer respostas que possam trazer algum conforto àqueles que lamentam a perda de um talentoso escritor e, acima de tudo, um ente querido.
Crise de ciúme
O homem teria se jogado do 15º andar do navio, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, após um desentendimento, na madrugada do último sábado.
Carlos Mota fazia a viagem na companhia de Vitória Bárbara Momenso, de 27 anos, com quem mantinha uma relação aberta. No decorrer de uma entrevista ao portal Metrópoles, a jovem contou que o escritor teria se atirado em alto-mar durante uma crise de ciúmes.
“Enquanto eu estava no banheiro, o Carlos pegou meu celular. Eu nem sabia que ele tinha a senha. Ele viu conversas minhas com outros homens e mandou print para amigos dizendo que estava pensando em me matar. Ele pretendia me matar”, contou.
Vitória Bárbara afirmou que as últimas palavras de Carlos antes de se jogar foram: “Você duvida?”. “Tinha gente do lado, até tinha como alguém segurar, mas ninguém teve reação. Eu estava perto da escada, não tinha como correr atrás dele. Foi muito rápido”, afirmou.