Homem é preso após matar e concretar corpo de esposa

Na noite da última quarta-feira, 21, um crime bárbaro assustou os moradores da pacata cidade de Paraisópolis. Um homem foi preso após matar e concretar o corpo da esposa, de 43 anos, na própria residência aonde os dois viviam. O corpo da dona de casa, identificada como Amanda Gaspar dos Santos, foi encontrado dentro de uma caixa. Agentes de seguranças ainda contaram que no corpo da vítima havia cloro, cimento e água. O caso segue sendo investigado. 

No decorrer de uma entrevista, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) contou ao Terra que o corpo da dona de casa foi localizado por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na noite da última terça-feira, 20, dentro da residência onde vivia o casal, na Rua Itamotinga, na Vila Andrade.

“O corpo de Amanda estava em uma caixa na sala da casa onde o casal morava na comunidade. Sobre o corpo, havia cloro, cimento e água. O companheiro dela foi preso, após confessar o crime. O advogado do acusado afirmou que ele fez a mistura em cima do corpo para esconder o cheiro”.

De acordo com o que foi noticiado pelo Brasil Urgente, da emissora Band TV, a Polícia chegou até o local após uma denúncia anônima. A vítima, Amanda Gaspar dos Santos, havia sido morta há três dias. O suspeito, o companheiro dela, também de 43, e que não teve a identidade revelada por questões de segurança, foi preso temporariamente após confessar o crime.

O advogado do acusado, Vicente da Silva, disse no decorrer de uma entrevista cedida a emissora local que seu cliente fez a mistura em cima do corpo para manipular o cheiro. A morte teria ocorrido enquanto o casal se desentendiam e se agrediam mutuamente.  

“Nunca pretendeu matá-la, era apenas uma agressão, mas culminou na morte. Não tinha intensão”, disse a defesa do suspeito. Ainda conforme a emissora local, durante o desentendimento, Amanda bateu a nuca em uma cadeira, quando caiu ao levar socos e pontapés. 

Uma dona de casa que não quis divulgar sua imagem contou também a imprensa local, que o suspeito tinha um histórico de agredir a companheira: ” Ele bebia muito, certa vez ele até ficou internado em uma clínica, mas saiu pouco tempo depois”.

O suspeito escondeu o corpo por medo de ser julgado pelo “tribunal do crime”, conforme a defesa. “Ele não tentou ocultar o cadáver da Justiça, mas da comunidade porque impera uma lei que marido que mata esposa não tem argumento”, afirmou. Agora, equipes do DHPP investigam as circunstâncias da morte da mulher.

Irmã de vítima faz forte desabafo:

De acordo com depoimento da vítima, Douglas agredia a irmã há pelo menos 10 anos. Registros revelam que desde 2016 existe denúncias formais contra o representante comercial por violência física e verbal contra a companheira.

Embora das inúmeras acusações, o casal permanecia junto e mantinha um negócio próprio desde 2020. Nas redes sociais, eles publicavam fotos aparentemente felizes, discrepando com a realidade de violência vivida no relacionamento.

Não bastasse as acusações de violência doméstica, o suspeito ainda tem histórico criminal por furto, estelionato, lesão corporal dolosa e estava foragido desde março do ano passado por apropriação indébita. Douglas se entregou voluntariamente à polícia na última quarta-feira(21/02) e teve a prisão temporária decretada por 30 dias, além de um mandado de prisão expedido em 2023 por homicídio, do qual é o principal suspeito, embora informalmente tenha assumido a autoria do crime, segundo registros policiais.



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