Nesta última segunda-feira (1º), um padrasto de 17 anos foi apreendido por agredir e atirar contra a parede o filho da namorada. O crime em questão ocorreu no município de São Vicente (SP).
A criança vítima da agressão tem apenas 2 anos de idade. O pequeno sofreu traumatismo cranioencefálico e se encontra internado em estado grave na Santa Casa de Santos.
A mãe da criança de 22 anos de idade e o rapaz que cometeu a agressão estariam juntos há 8 meses. O delegado do DP Sede de São Vicente, Alexandre Alfino, contou que a mãe da criança também foi presa por omissão.
– O que a gente espera de uma mãe é proteger o próprio filho e foi isso o que ela não fez – comentou o delegado.
Ainda de acordo com a autoridade, a criança vinha sofrendo agressões desde a última quinta-feira. O delegado explicou que o padrasto e a mãe do menino estão sendo autuados por tentativa de homicídio.
“Estão sendo autuados por tentativa de homicídio. No meu entender ele assumiu o risco de produzir o evento morte nessa criança, e os maus-tratos”.
O caso tornou-se público após o casal levar o menino para o Hospital Vicentino. Diante o quadro clínico da criança, os médicos acionaram a Polícia Militar (PM).
O boletim de ocorrência indica que o padrasto empregou fuga da unidade de saúde, no entanto, foi encontrado na subida de um viaduto. Ao ser interrogado, ele teria assumido que agrediu a criança com socos e depois o atirou contra a parede porque estava chorando.
No relatório médico preliminar ficou constatado afundamento de crânio, além de outros hematomas. Vale ressaltar que a criança respira com a ajuda de aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa.
Victorya Santana, representante do pai da criança, afirmou que a vítima chegou ao hospital “soltando sangue pelo nariz”.
O Conselho Tutelar acompanhou o registro da ocorrência. O caso foi apresentado no 1º Distrito Policial de São Vicente. As informações são do G1.
Polícia de SP prende Batata, chefe do PCC que foi solto pelo STJ
Leonardo Vinci Alves de Lima, mais conhecido como Batata, indicado como um dos líderes do crime organizado no estado foi preso pela Polícia Militar. O traficante condenado passou quatro anos preso, porém foi colocado em liberdade no ano passado, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A nova prisão se deu no último sábado (29).
A prisão foi decretada por uma equipe das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) em Mongaguá, no litoral paulista, no decorrer de uma confraternização familiar. Junto de Leonardo, os agentes públicos de segurança encontraram dinheiro em espécie e um documento de identidade falsificado.
Conforme com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Leonardo ocupa função de liderança na organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo responsável por coordenar a venda substâncias ilícitas na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo.
Em 2020, ele foi condenado pela Justiça a dez anos de prisão por comercialização de substâncias ilícitas depois de ser pego com 2 quilos por policiais militares na Vila Andrade, Zona Sul da capital paulista, no ano anterior. Na segunda semana de junho de 2023, todavia, a condenação foi anulada pelo ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ, que considerou as provas irregulares.