Gabriela Sousa, companheira do ex-participante do Big Brother Brasil e influenciador digital de humor Nego Di, se manifestou nas redes sociais na madrugada desta segunda-feira, 15, após a prisão do parceiro. Ele foi detido por suspeita de envolvimento em um golpe que teria causado prejuízo de R$ 5 milhões a clientes.
Nos stories do Instagram, ela publicou um vídeo e escreveu: “Sim, estou completamente derrotada, acabada, destruída. Estamos sem conta nenhuma, sem carro, sem nossos celulares. Ele sem Instagram, mas estava tudo bem. Minha felicidade era estamos juntos, mas agora estou sem ele. Meu único pensamento é no meu marido, nada diferente disso. Obrigada por tudo, amo vocês sempre”, relatou a influenciadora.
No vídeo, ela diz: “Eu não tenho cabeça nenhuma para aparecer aqui. Não tenho vontade e nem estou pegando celular para ver rede social. Não vi televisão, mas já vi que saiu tudo no Fantástico. Zero surpresa e zero novidade. Só quero mesmo agradecer todo mundo, todos nossos amigos, toda a galera que consegui falar. Nesse momento, meu único pensamento é no Dílson. Que a Justiça seja feita”.
‼️ Momento em que Nego Di é levado pra viatura em Jurerê, Florianópolis (SC). Humorista é suspeito de estelionato. Polícia investiga pelo menos 370 casos. MP também investiga rifas ilegais promovidas pelo influenciador e pela esposa nas redes. @bandrs pic.twitter.com/4zt2DrQeOJ
— Matheus Goulart (@goulartche_) July 14, 2024
Entenda:
O influenciador e humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, foi preso pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul neste domingo (14), na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina. Na última sexta-feira (12), ele havia sido alvo de uma operação do Ministério Público por suspeita de lavagem de dinheiro.
Nego Di deve ser transferido para Porto Alegre ainda no domingo, após a audiência de custódia. O g1 entrou em contato com a defesa do humorista, que afirmou estar tomando “todas as medidas legais cabíveis”.
A prisão preventiva foi decretada por outra investigação, de estelionato, realizada pela Polícia Civil desde 2022. Ele é suspeito de lesar pelo menos 370 pessoas com a venda de produtos por meio de uma loja virtual da qual é proprietário, mas os produtos nunca foram entregues. A apuração da Polícia Civil indica que a movimentação financeira em contas bancárias ligadas a ele na época, em 2022, ultrapassa R$ 5 milhões.
O sócio de Nego Di na empresa, Anderson Boneti, também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no ano passado. Ele foi preso na Paraíba em 25 de fevereiro de 2023, mas foi solto dias depois.
A loja virtual, “Tadizuera”, operou entre 18 de março e 26 de julho de 2022, quando a Justiça determinou que fosse retirada do ar. Nego Di promovia os produtos à venda em seus perfis nas redes sociais, incluindo aparelhos de ar-condicionado e televisores, muitos com preços abaixo do mercado – uma televisão de 65 polegadas, por exemplo, era vendida por R$ 2,1 mil.
Parte dos seguidores do influenciador comprou os produtos, mas nunca os recebeu, de acordo com a Polícia Civil. A investigação aponta que não havia estoque e que Nego Di enganou os clientes prometendo entregas que sabia que não seriam feitas. Mesmo assim, movimentou dinheiro que entrava nas contas bancárias da empresa.
A Polícia Civil afirma que tentou diversas vezes intimar Nego Di para prestar esclarecimentos, mas ele nunca foi encontrado.
As autoridades estimam que o prejuízo dos 370 clientes lesados seja superior a R$ 330 mil. No entanto, como as movimentações bancárias são milionárias, suspeita-se que o número de vítimas do esquema seja maior e inclua pessoas que não procuraram a polícia para representar criminalmente contra o influenciador.
Antes da prisão, Nego Di se manifestou em sua conta no X, antigo Twitter. “Estávamos preparados para o que aconteceu ontem [sexta]. Nós sabíamos que iria acontecer mais cedo ou mais tarde, e todo mundo sabe o porquê do que aconteceu ontem”, escreveu ele.