Apresentador viajou de São Paulo a Ribeirão Preto na sexta-feira em condições meteorológicas semelhantes às que teria enfrentado o avião da Voepass
Na manhã desta última segunda-feira, 12, o apresentador Rodrigo Bocardi fez uma revelação surpreendente no programa Bom Dia SP da TV Globo. O jornalista comentou que teve uma experiência de voo muito parecida com as condições meteorológicas enfrentadas pelo avião da Voepass que caiu em Vinhedo, interior de São Paulo. Na oportunidade, Rodrigo Bocardi contou que seu voo, realizado na sexta-feira, 9, entre São Paulo e Ribeirão Preto, passou por uma situação complicada com gelo nas asas da aeronave.
A situação climática é uma das principais suspeitas para explicar o acidente fatal envolvendo o avião que partiu de Cascavel, no Paraná, e tinha como destino o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Infelizmente, não houve sobreviventes; todas as 62 pessoas a bordo, incluindo 58 passageiros e quatro tripulantes, perderam suas vidas. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.
Segundo Bocardi, o piloto do seu voo estava bastante atento às condições da asa do avião devido à formação de gelo. Ele relatou que fez uma parada em Bauru antes de seguir para Ribeirão Preto e notou que, durante o voo de Congonhas, o piloto estava constantemente verificando a asa da aeronave.
Bocardi também comentou que, ao pousar em Ribeirão Preto, perguntou ao piloto sobre o gelo na asa e foi confirmado que o comandante estava monitorando a formação de gelo.
Anteriormente, em uma entrevista à GloboNews, Bocardi conversou com o comandante Pedro Santos, que confirmou que ele havia recebido informações sobre a possibilidade de gelo na área. Santos explicou que, ao enfrentar o gelo, o piloto precisa monitorar a situação para avaliar se é necessário uma descida de emergência para encontrar temperaturas mais altas e derreter o gelo. Ele disse que o avião estava equipado com um sistema de proteção contra gelo, o que ajudou a resolver a situação rapidamente.
O comandante também mencionou que solicitou uma descida para a torre de controle quando estava passando pela região do aeroporto de Catarina, na Rodovia Castello Branco. A autorização foi dada, mas logo depois ele percebeu que a descida não era mais necessária.
Santos disse que, no momento, achou que a descida era essencial para evitar problemas com o gelo, mas em poucos segundos, as condições melhoraram e o gelo deixou de ser uma preocupação.
As imagens do acidente, que mostram o avião girando verticalmente, conhecido como “parafuso chato” na aviação, sugerem que a causa principal da queda foi uma perda de sustentação, também chamada de “estol”. Especialistas afirmam que a perda de sustentação pode estar ligada à formação de gelo nas asas, mas somente uma investigação detalhada poderá confirmar a causa exata do acidente.
Além disso, é importante destacar que a análise do acidente está em andamento e diversos fatores estão sendo considerados para entender o que realmente aconteceu. O que se sabe até agora é que as condições meteorológicas adversas podem ter desempenhado um papel crucial na tragédia.