Reação de Ricardo Nunes ao receber WhatsApp de Pablo Marçal causa alvoroço nas redes sociais

Candidato à reeleição em São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, recebeu uma mensagem de WhatsApp de Pablo Marçal logo após o primeiro turno. Na mensagem, Marçal mandou só um emoji de palmas, meio que parabenizando o prefeito, que agora vai disputar a preferência do povo paulistano com Guilherme Boulos, do PSol.

Nunes viu a mensagem, mas decidiu não responder. Ele acredita que Marçal o atacou de forma muito pesada durante a campanha. Um dos pontos mais polêmicos foi quando Marçal questionou se Nunes “bateu na esposa de mão aberta ou de mão fechada”, um comentário que pegou muito mal. O clima esquentou ainda mais quando Marçal insinuou que Nunes poderia ser preso pela Polícia Federal por estar ligado à chamada “máfia das creches”.

As coisas ficaram tensas a ponto de acontecer uma briga física entre os apoiadores dos dois. Nahuel Medina, que trabalhava como videomaker para Marçal, agrediu Duda Lima, o marqueteiro de Nunes. Para Nunes, esse episódio é um exemplo do comportamento desonesto de Marçal. O prefeito afirma que, após a agressão, Marçal viu seu advogado, Tassio Renam, puxar a gola da camisa de Nahuel de forma agressiva, como se estivesse tentando forjar uma agressão para justificar que o videomaker agiu em legítima defesa. Nunes considera que Marçal fez parte dessa “farsa”.

Essa mensagem que Marçal enviou a Nunes, e que foi mostrada pelo prefeito numa entrevista ao UOL, não veio com um pedido de desculpas. O que acabou deixando o clima ainda mais tenso entre eles.

Na campanha, a equipe de Nunes está acreditando que a maioria dos eleitores de Marçal vai acabar votando nele. O ex-presidente Jair Bolsonaro comentou sobre essa situação e disse que não vê necessidade de Marçal declarar apoio a Nunes. Segundo Bolsonaro, “a direita brasileira não é gado. Tem consciência e responsabilidade”. Ele ainda comentou que, mesmo que Marçal quisesse apoiar Nunes, isso não era essencial, já que durante a campanha ele fez várias acusações contra Boulos, como dizer que o candidato do PSol usa drogas. E para Bolsonaro, Boulos, por si só, já é uma “droga”.

Quando questionado se o fato de Nunes ter ido para o segundo turno representa uma vitória do bolsonarismo em relação ao grupo conservador que preferiu Marçal, Bolsonaro confirmou, dizendo que sim. Ele se vê como um líder mais velho e acha que novas lideranças na direita são bem-vindas, mas que elas precisam somar e não dividir.

Esse embate entre Nunes e Marçal, que começou no WhatsApp e se desdobrou em um verdadeiro campo de batalha político, tem refletido muito das tensões atuais na política brasileira. É uma disputa acirrada, onde cada palavra conta, e as trocas de farpas estão em alta. O que se espera agora é como o eleitorado vai reagir a toda essa confusão e se, de fato, a maioria dos eleitores de Marçal vai optar por Nunes.

Enfim, o clima tá pegando fogo e cada movimento, cada tweet ou mensagem, pode fazer a diferença nessa reta final. A eleição é um verdadeiro jogo de xadrez, onde os jogadores precisam ser estratégicos e estar sempre um passo à frente. O que será que vai acontecer nos próximos dias? A gente só pode esperar e ver como as coisas vão se desenrolar nessa corrida.



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