Depois de uma corrida presidencial cheia de reviravoltas e surpresas, Donald Trump está de volta à Casa Branca em 2025. E claro, sua esposa, Melania Trump, também estará de volta ao cargo de primeira-dama, agora com 54 anos. A ex-modelo eslovena, que já foi uma das figuras mais discretas do primeiro mandato de Trump, promete manter o mesmo perfil reservado dessa vez. Ela já deixou claro que não pretende ser uma primeira-dama de destaque, como outras figuras históricas como Jacqueline Kennedy ou Michelle Obama. Para Melania, o jogo é ser discreta e focar no que realmente importa para sua família e país.
Aliás, se tem algo que Melania sabe fazer bem, é ser discreta. No primeiro mandato do marido, ela fez história ao se tornar a primeira mulher naturalizada a ocupar o cargo de primeira-dama. Antes dela, o posto foi ocupado apenas por mulheres que nasceram nos EUA, com exceção de Louisa Adams, esposa de John Quincy Adams, que foi presidente entre 1825 e 1829. Melania também foi a primeira mulher com dupla nacionalidade a ocupar esse cargo, já que ela nasceu na antiga Iugoslávia, na cidade de Novo Mesto, hoje na Eslovênia.
A origem de Melania foi um ponto muito explorado durante a eleição de 2020. Ela usou a própria história como imigrante para justificar seu apoio à candidatura do marido. “Cresci na Eslovênia, sob um regime comunista. Sempre ouvi falar dos Estados Unidos como um lugar de oportunidades”, declarou ela em um evento de campanha. E para quem não sabia, Melania foi uma das maiores defensoras do “sonho americano”, já que a trajetória dela é de superação e trabalho duro. No entanto, por mais que Melania tenha se tornado um símbolo para muitos imigrantes, ela raramente se posiciona publicamente sobre questões políticas, especialmente sobre imigração.

Antes de se tornar a esposa do magnata, Melania tinha uma vida bem diferente. Ela estudou arquitetura na Universidade de Liubliana, mas decidiu abandonar a carreira para se dedicar à moda. No final dos anos 90, ela se mudou para Nova York, onde começou a trabalhar como modelo. Foi nesse meio que ela conheceu Donald Trump. O encontro não foi exatamente romântico à primeira vista, mas depois de algum tempo, eles começaram a namorar. Em 2005, se casaram em uma cerimônia bem reservada, em Palm Beach, na Flórida. Esse foi o terceiro casamento de Trump e o primeiro de Melania, que passaria a ser a terceira “senhora Trump”.
O casal teve um filho, Barron William Trump, o caçula da família, que hoje tem 18 anos. Ele é quase 30 anos mais jovem que o irmão mais velho, Donald Trump Jr., e certamente foi uma das principais alegrias do casal.
Melania sempre foi vista como um contraponto à personalidade explosiva de Trump. Enquanto ele não hesita em se envolver em controvérsias e declarações polêmicas, ela prefere manter um perfil baixo. Esse comportamento ganhou até um apelido na mídia: “a esfinge”. Uma das situações em que essa diferença ficou evidente foi durante a questão da imigração. Trump sempre defendeu políticas mais rígidas contra imigrantes, chegando a propor “deportação em massa” durante a eleição de 2024. No entanto, Melania, sendo imigrante, nunca usou sua história pessoal como uma bandeira para se opor publicamente ao marido. Ela mesma declarou que preferia tratar essas questões dentro de casa, sem expô-las ao público.
Porém, é claro, Melania também enfrentou polêmicas durante o primeiro mandato de Trump. Teve até rumores de que ela teria trabalhado ilegalmente nos Estados Unidos antes de obter seu visto de trabalho. Além disso, seu discurso na convenção do Partido Republicano em 2016 foi alvo de duras críticas, com acusações de plágio em relação a um discurso de Michelle Obama. Melania não se pronunciou diretamente sobre isso, mas o redator do discurso se desculpou publicamente.
A postura dela, sempre evitando se meter em polêmicas e se mantendo à margem dos holofotes, levou-a a quebrar algumas tradições, como no final do primeiro mandato, quando ela não participou da tradicional troca de bastão com a futura primeira-dama, Jill Biden. Melania sempre foi assim: discreta, mas sempre presente quando o assunto envolvia a família e os interesses mais íntimos do marido. Em 2025, quando ela retornar à Casa Branca, provavelmente o cenário não será diferente.
