Na última segunda-feira (25/11), Luana Piovani, atriz de 48 anos, participou de uma entrevista com Cissa Guimarães no programa “Sem Censura”, da TV Brasil. Durante a conversa, Luana falou sobre o caso em que denunciou Dado Dolabella, de 44 anos, por violência doméstica, algo que aconteceu em 2008, quando ela ainda estava com o ex-namorado de Wanessa Camargo. Na entrevista, ela aproveitou para falar também sobre a atitude da Globo na época, acusando a emissora de ter agido contra ela.
Luana relembrou com dor o episódio de agressão e não poupou críticas à forma como a Globo lidou com a situação. Para ela, a emissora não a apoiou e ainda a prejudicou, principalmente por conta da repercussão negativa do caso. “A empresa onde eu trabalhava me tratou mal. Eu tava fazendo um programa na Globo e me tiraram do ar”, disse a atriz, mostrando o quanto esse episódio ainda a incomoda.
O que mais parece ter marcado Luana, no entanto, não foi a agressão em si, mas a reação das pessoas depois que ela fez a denúncia. Emocionada, ela contou que a pior violência foi o que a sociedade fez com ela após revelar o que estava acontecendo. “Quando eu denunciei a violência, as pessoas me espezinharam, a sociedade me espezinhou”, disse, chorando durante a entrevista.
Ela ainda comentou que foi um momento muito solitário e difícil. “Eu não tive suporte de absolutamente ninguém, a não ser os meus pais, os meus cinco amigos que souberam e meu terapeuta”, desabafou Luana. Segundo ela, o apoio dos amigos e familiares foi o que a manteve firme nesse período complicado. A atriz explicou que naquele tempo não existia um movimento tão forte de apoio às vítimas de violência doméstica, como vemos hoje em dia. E, por isso, se sentiu ainda mais abandonada.
Luana também comentou sobre o fato de que a sociedade na época não sabia lidar com esse tipo de denúncia. Ela acredita que, se fosse hoje, as coisas seriam diferentes. “Hoje em dia seria mais fácil, mas naquela época as pessoas não sabiam nem como reagir”, afirmou. A atriz falou ainda sobre a importância de dar visibilidade a esse tipo de situação e de não deixar que a violência seja tratada como algo normal ou aceitável.
Com o tempo, Luana acabou se tornando um símbolo de resistência para muitas mulheres que passaram por situações parecidas. Ela acredita que as mudanças que aconteceram na sociedade ao longo dos anos, como o fortalecimento do movimento feminista, ajudaram a dar mais voz às vítimas. “Hoje, a mulher tem mais coragem de falar. Antes, a gente era obrigada a engolir tudo calada”, refletiu.
Além disso, Piovani destacou que a visibilidade nas redes sociais também tem ajudado muito. “Hoje é muito mais fácil se colocar, compartilhar, pedir ajuda”, comentou, explicando como as plataformas digitais se tornaram um apoio para quem sofre violência e outras dificuldades. Ela ressaltou a importância da solidariedade e da união das mulheres para enfrentar essas situações.
No fim, Luana concluiu a entrevista reforçando a ideia de que, apesar das dificuldades, a mulher precisa ter coragem para lutar pelos seus direitos. “A gente precisa se unir, se ajudar, ser fortes juntas”, disse, deixando claro que acredita em um futuro melhor para as vítimas de violência, onde elas possam se sentir mais protegidas e apoiadas.