A ex-vereadora de São Paulo, Janaina Lima, que foi do Partido Progressista (PP), gerou um baita burburinho quando decidiu retirar de seu gabinete na Câmara Municipal uma privada e duas pias. Pode parecer estranho, mas segundo a própria Janaina, esses itens foram comprados com dinheiro dela, e não com verba pública, então ela achou que tinha total direito de levar embora.
Na eleição de outubro de 2024, Janaina não conseguiu se reeleger, recebendo 12.215 votos, o que significa que ela ficou fora da Câmara Municipal. Mas o que deu o que falar mesmo foi o que ela fez ao sair do cargo. Quando a CNN procurou a ex-vereadora para entender melhor o que aconteceu, ela deixou claro que não havia nada de errado. Segundo ela, os itens retirados do gabinete eram frutos de investimentos pessoais, então, ela estava apenas “pegando o que é dela”.
Além da privada e das pias, Janaina também levou outros itens do seu gabinete, como uma divisória de vidro, uma bancada, estruturas de cobogó (aquelas divisórias vazadas que ficam bem estilizadas), e até um teto com estilo industrial, todo equipado com instalações elétricas. Ela explicou que esses itens foram comprados com o próprio bolso, e não com o dinheiro da Câmara. Por isso, ela achou que tinha total direito de fazer o que quisesse com aquilo.
E tem mais: Janaina disse que o novo vereador que assumiu o gabinete não ficou bravo com a mudança, pelo contrário. Ela afirmou que ele até gostou do “design” do lugar, que, durante sua gestão, foi transformado em um modelo de coworking, tipo um escritório compartilhado. A ex-vereadora comentou que se sentia feliz por saber que o novo ocupante do gabinete queria continuar com esse conceito, que ela achava muito bom para incentivar a criatividade e o trabalho colaborativo dentro da Câmara Municipal. Ela ainda se dispôs a ajudar, caso fosse preciso, a fazer algum ajuste para manter o projeto funcionando bem.
Mas nem todo mundo viu essa história com bons olhos. No dia 1° de janeiro de 2025, o novo presidente da Câmara Municipal, Ricardo Teixeira, do União, foi questionado sobre a situação e não parecia muito contente com a atitude de Janaina. Ele disse que a Câmara iria “verificar o que aconteceu e tomar as medidas cabíveis”. Ou seja, parece que ele não está muito satisfeito com a retirada de itens que, para ele, deveriam ter ficado no local, já que o espaço, embora tenha sido personalizado pela ex-vereadora, ainda é da Câmara e não uma propriedade particular.
O caso gerou bastante discussão, principalmente porque, além do fato de Janaina ter levado as pias e a privada, a ideia de transformar o gabinete em um espaço mais moderninho, com aquele estilo de coworking, também causou opiniões divididas. Algumas pessoas acharam a ideia boa, já outras acharam que isso tudo era uma forma de “mimimi” para justificar gastos e decisões questionáveis.
No fim das contas, a história ainda está longe de ser resolvida. A Câmara, com o novo presidente, vai ter que decidir o que fazer a respeito, e a ex-vereadora, pelo visto, segue com a opinião de que não fez nada de errado. A polêmica ainda vai render, e talvez a gente descubra mais detalhes sobre o que realmente aconteceu com os itens do gabinete. Até lá, é esperar pra ver.
