Em discurso, Bolsonaro não perdoa, chama Lula de ‘vagabundo’ e faz forte denúncia: ‘Preso’

No último domingo, 6, Jair Bolsonaro fez um discurso bastante polêmico em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante o evento, ele chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “vagabundo” e disse que, se estivesse no Brasil no dia 8 de janeiro, provavelmente seria preso. Ele ainda fez a declaração de que poderia até estar morto, caso tivesse sido preso, devido a supostas ameaças de quem ele acredita serem responsáveis por colocar Lula na presidência.

Bolsonaro também aproveitou o momento para fazer uma reflexão sobre as decisões que tomou durante seu mandato. Ele garantiu que, se cometeu erros, não foi por má intenção, mas porque queria, de fato, melhorar o Brasil. “Eu não me arrependo do que aconteceu comigo, se tomei alguma decisão equivocada não foi por má-fé, foi por vontade de acertar”, afirmou. Em seguida, ele falou sobre o futuro e a necessidade de “voltar a confiar” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026, deixando claro que acredita que o TSE de 2026 terá um perfil mais “isenção”, ou seja, sem se envolver em questões políticas e mais imparcial.

Bolsonaro estava vestido com um colete à prova de balas durante o evento, o que, segundo ele, demonstra que está ciente de sua situação de risco. Ele ainda falou sobre a “ajuda de fora”, citando seu filho, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Eduardo, que se licenciou do cargo de deputado, tem uma rede de contatos internacionais e, segundo o ex-presidente, isso poderia ajudar em momentos difíceis. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também estava presente no ato e pediu aos participantes para mandarem forças a Eduardo, que não pôde comparecer.

O ato, que aconteceu em prol da anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro, começou por volta das 14h e terminou pouco depois das 16h. O evento foi organizado pelo pastor evangélico Silas Malafaia e foi a primeira grande manifestação de apoiadores de Bolsonaro desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia contra o ex-presidente e outras sete pessoas, envolvidas na tentativa de golpe no ano passado. Vários governadores também estiveram presentes, incluindo Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Jorginho Mello, de Santa Catarina, Ronaldo Caiado, de Goiás, Wilson Lima, do Amazonas, Ratinho Júnior, do Paraná, e Mauro Mendes, do Mato Grosso.

A manifestação foi marcada por palavras de apoio àqueles que, segundo os participantes, foram injustamente punidos pelos atos de 8 de janeiro. Além disso, um grito por anistia foi repetido por diversas vezes, com o objetivo de reverter as condenações de bolsonaristas que participaram dos protestos contra os resultados das eleições. Essa manifestação seguiu o mesmo tom de um ato realizado no dia 16 de março, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que também teve como tema principal a anistia.

O evento na Avenida Paulista, embora mais recente, gerou muito debate nas redes sociais e nos meios de comunicação, com opiniões divididas sobre a legitimidade do movimento e as declarações feitas por Bolsonaro. A discussão sobre o papel do TSE, a situação de seus filhos e o futuro das eleições de 2026 continuam a ser temas sensíveis e muito discutidos entre os apoiadores e opositores do ex-presidente.

Em resumo, o ato de ontem em São Paulo foi uma clara demonstração de apoio a Bolsonaro e aos seus aliados, mas também evidenciou o clima de polarização que ainda domina a política brasileira. O ex-presidente segue firme em suas críticas ao governo atual e às instituições que, segundo ele, têm agido contra seus interesses e daqueles que o apoiam.



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