A primeira-dama, Janja, comentou nesta segunda-feira (19) sobre um caso que a deixou “em choque”. Ela se referia a um episódio ocorrido no Paraná, onde um menino de apenas 9 anos matou 23 animais. A tragédia, que aconteceu no interior do estado, gerou grande repercussão e fez com que Janja apontasse a influência das redes sociais na ação do garoto.
“Fiquei muito surpresa, foi um choque ver crianças tão pequenas, de 7, 8 anos, fazendo coisas tão cruéis com os animais. Acredito que eles devem ter visto isso em algum vídeo, de conteúdo impróprio, de adultos. As crianças estão muito expostas a esse tipo de coisa, e às vezes acabam fazendo coisas sem entender o que aquilo realmente significa”, declarou Janja, durante a abertura da Semana Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual, em Brasília.
O caso que a primeira-dama mencionou aconteceu no final de 2023, quando o menino de 9 anos matou 20 coelhos e 3 porquinhos-da-índia que estavam em um hospital veterinário em Nova Fátima, no Paraná. As imagens de câmeras de segurança do local mostram o garoto invadindo as instalações e cometendo atos violentos contra os animais. O caso chocou a comunidade e levantou questões sobre a educação das crianças e o impacto dos conteúdos digitais.
Além desse episódio, Janja também trouxe à tona outro caso trágico que aconteceu recentemente: o da menina Sarah Raissa Pereira de Castro, de apenas 8 anos, que morreu após inalar desodorante aerossol. O fato ocorreu em Ceilândia, no Distrito Federal, e a causa da morte foi confirmada três dias depois, em abril deste ano. A família da menina alegou que o ato foi motivado por um desafio do TikTok, plataforma que é muito popular entre as crianças e adolescentes.
Janja aproveitou a ocasião para reforçar a sua opinião sobre o papel das redes sociais na vida das crianças e adolescentes. Ela acredita que essas plataformas devem ser mais responsáveis no que dizem respeito ao conteúdo que disponibilizam aos usuários, especialmente aos mais jovens. Para a primeira-dama, é essencial que as redes sociais, os jogos online e os grupos de mensagens sejam mais regulamentados, para proteger as crianças de conteúdos que possam incitar comportamentos violentos ou perigosos.
“As redes sociais, os jogos online e até mesmo os grupos de mensagem fazem parte do dia a dia dos nossos filhos e, por isso, devemos ter muito cuidado. Esses espaços podem ser muito perigosos, pois há sempre o risco de a criança se deparar com conteúdos impróprios, ou até mesmo de ser alvo de violência virtual, como o bullying digital ou o aliciamento. Não podemos deixar que isso aconteça”, afirmou Janja, destacando a importância da fiscalização e da regulação desses ambientes.
Ela também lembrou que a internet é uma ferramenta importante, mas que precisa ser usada com cautela, para evitar que as crianças se exponham a situações prejudiciais. O uso exagerado e sem controle dessas plataformas pode levar os jovens a se envolverem em comportamentos inadequados e até perigosos, como os que aconteceram nos casos mencionados.
Ao falar sobre o impacto das redes sociais na vida dos mais novos, Janja chamou a atenção para a necessidade de um olhar mais atento de pais, responsáveis e autoridades, que precisam estar cada vez mais vigilantes quanto ao que as crianças estão acessando e consumindo nas plataformas digitais.