Brasil está em alerta de risco para quadros graves de gripe e Covid-19

Aumento Alarmante de Casos de SRAG: O Que Está Acontecendo no Brasil?

Os dados mais recentes sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm gerado preocupações em todo o Brasil. De acordo com o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado no dia 5 de outubro de 2025, o país está enfrentando um aumento significativo nos casos de SRAG, especialmente aqueles causados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pela influenza A. Somente dois estados não estão em alerta quanto ao risco de crescimento de infecções respiratórias graves.

Dados Alarmantes sobre SRAG

Até o momento, foram notificados um total de 83.928 casos de SRAG em 2025. Um dado que chama a atenção é que cerca de metade desses casos, ou seja, 41.455, teve resultado positivo para algum vírus respiratório. Por outro lado, 29.563 casos apresentaram resultados negativos, enquanto 7.334 aguardam resultados laboratoriais.

Distribuição dos Casos Positivos

Entre os casos que testaram positivo, a distribuição é a seguinte:

  • 45% para VSR
  • 22,8% para rinovírus
  • 22,7% para influenza A
  • 11,1% para Covid-19
  • 1,2% para influenza B

Observando as últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi:

  • 47,3% para VSR
  • 38,9% para influenza A
  • 15,9% para rinovírus
  • 1,7% para Covid-19
  • 0,9% para influenza B

Impacto nas Mortalidades

O impacto dos vírus na mortalidade é preocupante. Nos óbitos por SRAG, a presença dos vírus identificados foi de 73,4% para influenza A, 1,3% para influenza B, 12,8% para VSR, 10,4% para rinovírus e 5,1% para Sars-CoV-2. Interessantemente, os óbitos ocorreram em proporções semelhantes entre crianças e idosos. Entre as crianças, a maioria das mortes foi causada pelo rinovírus e influenza A, enquanto entre os idosos, a alta mortalidade está associada predominantemente à influenza A.

Dados por Faixa Etária

Um estudo mais aprofundado sobre os dados laboratoriais por faixa etária revela que a influenza A é a principal responsável pelo aumento das hospitalizações em idosos a partir dos 65 anos, assim como em adultos e jovens a partir dos 15 anos. Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, destaca que a incidência de SRAG associada à influenza A atingiu níveis moderados a muito altos na maioria dos estados da região Centro-Sul e em alguns estados do Norte e Nordeste.

Possíveis Sinais de Melhora

Apesar da situação preocupante, há indícios de que os casos possam estar diminuindo em algumas regiões. Por exemplo, Mato Grosso do Sul já apresenta sinais de queda, enquanto estados como Ceará, Pará e Tocantins mostram interrupção no crescimento, embora ainda em patamares elevados de incidência.

SRAG em Crianças

A situação das crianças é igualmente alarmante. Estados das regiões Centro-Sul e Norte, além do Ceará, começaram a notar uma interrupção do aumento dos casos de SRAG. No entanto, os patamares de incidência continuam altos. Os casos de SRAG em crianças de até quatro anos são principalmente impulsionados pelo VSR, mas o rinovírus e a influenza A também têm contribuído para o aumento dos casos nesta faixa etária, assim como em adolescentes de até 14 anos.

Análise por Estado

O boletim revela que 25 estados estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinais de crescimento a longo prazo. Somente os estados do Piauí e Mato Grosso do Sul não aparecem na lista. Entre as capitais, 15 cidades estão em alerta, cada uma com níveis de atividade de SRAG indicando risco ou alto risco. Algumas dessas cidades incluem:

  • Aracaju (SE)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Boa Vista (RR)
  • Cuiabá (MG)
  • Curitiba (PR)
  • Florianópolis (SC)
  • Goiânia (GO)
  • João Pessoa (PB)
  • Maceió (AL)
  • Porto Alegre (RS)
  • Rio Branco (AC)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • São Luís (MA)
  • São Paulo (SP)

Essas informações são essenciais para entender o cenário atual e a importância de medidas preventivas. É fundamental que a população continue atenta aos sinais de infecções respiratórias e busque atendimento médico sempre que necessário.

Conclusão

Com o aumento dos casos de SRAG, a conscientização e a prevenção são mais importantes do que nunca. Compartilhe este artigo para que mais pessoas tenham acesso a essas informações e possam se proteger. Vamos juntos combater essa onda de infecções!



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