Helicóptero da Record é metralhado com mais de 200 tiros em pleno voo no Rio!

Na última quarta-feira, 5 de junho, o noticiário brasileiro foi sacudido por uma cena que mais parecia coisa de filme de ação — mas infelizmente era real. Um helicóptero da Record TV, que sobrevoava a Zona Norte do Rio de Janeiro pra fazer uma cobertura jornalística, foi atingido por mais de 200 disparos. Sim, mais de duzentas balas em pleno voo. A equipe tava trabalhando, cobrindo uma pauta em comunidades consideradas áreas de risco, quando o ataque começou. Por milagre, ninguém se feriu. Mas o susto e os buracos na fuselagem do helicóptero dizem tudo.

Quem assistiu ao “Balanço Geral” naquele dia viu o apresentador Tino Júnior praticamente explodir ao vivo. Visivelmente abalado, ele não poupou palavras: “Quando eu não acreditar mais, pego minha mala e vou embora. Isso aqui é grave! É um recado para todas as emissoras. Os bandidos estão prontos para derrubar os nossos helicópteros.” E ele tem razão. É assustador imaginar que, em pleno 2025, jornalistas precisem rezar antes de entrar num helicóptero só pra fazer o trabalho deles.

Esse tipo de ataque joga luz sobre um problema que muita gente prefere ignorar: o risco que jornalistas correm todos os dias, principalmente em áreas dominadas pelo crime organizado. Não é só no meio do fogo cruzado que o perigo existe. A simples presença da imprensa nesses locais já é vista como uma ameaça por quem controla a região. E aí, qualquer tentativa de informar vira um ato de coragem.

A repercussão nas redes sociais foi instantânea. Muita gente indignada, cobrando atitude das autoridades. Alguns questionaram como que uma aeronave de uma emissora nacional pode ser atacada com tamanha brutalidade sem que haja resposta imediata do governo. Outros lembraram que isso não é um caso isolado. Já rolaram outras situações parecidas, com repórteres agredidos, ameaçados ou impedidos de trabalhar, especialmente nas periferias.

E a Record TV? Até agora, manteve um certo silêncio. Confirmaram que estão colaborando com as investigações, mas não deram mais detalhes. O que se sabe é que a Polícia Civil tá tentando identificar de onde partiram os disparos, e que há imagens sendo analisadas. Só que, vamos combinar, isso pode demorar — e enquanto isso, a insegurança continua.

O que mais preocupa é a sensação de impunidade. Se os criminosos se sentem à vontade pra atirar num helicóptero de imprensa em pleno ar, o que mais eles são capazes de fazer? E mais: qual é a mensagem que isso passa pros jornalistas que ainda acreditam na missão de informar? É como se estivessem dizendo: “aqui, vocês não entram”. Uma espécie de censura armada, imposta no grito — ou no tiro.

Não é exagero dizer que esse atentado é um ataque direto à liberdade de imprensa. E, pior, ele mostra que o jornalismo tá cada vez mais cercado por ameaças que vêm de todos os lados — inclusive do céu, literalmente. Num país onde a violência já é rotina, agora até o ar virou território perigoso.

A gente espera que esse caso não caia no esquecimento, como tantos outros. Que sirva, no mínimo, pra abrir os olhos de quem ainda acha que fazer jornalismo é moleza. Não é. E enquanto não houver uma resposta à altura, a sensação vai continuar sendo de que o jornalismo tá voando… mas com o alvo pintado nas costas.



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