Nesta segunda-feira, 10 de junho, Dom Pedrito amanheceu mais triste. Renato do Amaral Kummer, que estava internado desde o dia 16 de maio após um grave acidente na BR-293, infelizmente não resistiu aos ferimentos e faleceu. A notícia foi confirmada pela própria Prefeitura da cidade, que divulgou uma nota lamentando profundamente a perda.
“Nos solidarizamos com os familiares e amigos neste momento de luto e consternação. Que Deus conforte o coração de todos”, diz o comunicado oficial. Palavras que, por mais formais que soem, tentam alcançar o vazio que fica pra quem perde alguém dessa forma tão repentina.
O acidente aconteceu em Santana do Livramento, numa tarde aparentemente comum, por volta das 15h20. O carro, um Honda CR-V com placas de Dom Pedrito, saiu da pista no km 303 da rodovia e capotou. Parou só depois de se enroscar numa área de mata fechada. Chovia? Não chovia? Ainda não se sabe ao certo o que causou o acidente, mas o que se sabe é que ele levou com ele parte de uma família inteira.
Renato era um dos cinco ocupantes do veículo. Dois seguem hospitalizados em estado grave. Uma das vítimas, que chegou a ser socorrida, infelizmente morreu no hospital logo após dar entrada. O caso gerou comoção em todo o estado do Rio Grande do Sul, principalmente pela ligação direta com o técnico de futebol Mano Menezes, bastante conhecido no país inteiro por ter comandado clubes como Corinthians, Cruzeiro e a própria Seleção Brasileira.
Entre as vítimas estavam Maria Sophia, de 16 anos, e Arthur, de apenas 9. Os dois eram filhos de Álvaro Dumoncel, genro de Mano. Álvaro, que trabalha no setor agropecuário e tem uma fazenda em parceria com o sogro, costumava compartilhar momentos com os filhos nas redes sociais. Um post dele de setembro do ano passado dizia: “Depois de uma semana de Expointer, final de semana com meus amores”. Numa foto, ele aparecia abraçado com os pequenos. Hoje, essas lembranças ganham outro peso.
O velório de Maria e Arthur aconteceu na Capela Municipal de Dom Pedrito. Já o sepultamento foi realizado no Cemitério Santa Rita, na cidade de Santa Maria, no sábado, 17 de maio. A comoção foi tanta que moradores da região pararam pra prestar homenagens. Não é todo dia que se vê uma tragédia dessas acontecer tão perto de casa.
A cidade está de luto. Amigos, vizinhos, conhecidos e até quem nunca teve contato direto com os envolvidos se mobilizou nas redes sociais e nas ruas pra prestar solidariedade. Aquela sensação de impotência diante do destino atinge todo mundo nesses momentos. Ninguém tá preparado pra perder dois filhos de uma vez. E agora, mais essa despedida de Renato, que lutou até onde pôde na UTI, mas não conseguiu resistir.
Acidentes como esse viram estatística nos noticiários, mas quem vive a dor não pensa em números. Pensa em abraços que não vai mais dar, risadas que não vai mais ouvir, aniversários que não vão mais acontecer. A dor fica.
Ficam também as perguntas, os porquês sem resposta, e a esperança de que, pelo menos, quem ficou consiga encontrar força pra seguir. É clichê, mas a vida tem dessas — muda num piscar de olhos. Que essa tragédia sirva, pelo menos, pra lembrarmos de dizer “eu te amo” com mais frequência, de segurar o volante com mais atenção, de valorizar cada minuto.
Dom Pedrito não vai esquecer tão cedo.