Benjamin Netanyahu diz que Irã tentou tirar a vida de Trump duas vezes

Em entrevista recente à Fox News, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez declarações pesadas e que têm movimentado o noticiário internacional nos últimos dias. Segundo ele, o Irã teria tentado assassinar o ex-presidente americano Donald Trump duas vezes durante a corrida eleitoral de 2024.

“Essas pessoas que vivem gritando ‘morte à América’ tentaram matar o presidente Trump duas vezes”, declarou Netanyahu num tom firme, mas visivelmente preocupado com a escalada de tensões entre o Ocidente e o regime iraniano.

A fala, que caiu como uma bomba na mídia dos EUA, reforça o que já vinha sendo discutido nos bastidores de órgãos de inteligência: o Irã ainda enxerga Trump como seu maior inimigo no cenário global. “Eles querem ele morto”, disse o premiê israelense. “Ele é o inimigo número um. Um líder que tomou decisões fortes. Nunca se rendeu à ideia de apaziguamento ou acordos fracos. Ele não fez como outros, que só entregaram bilhões de dólares em troca de promessas vazias.”

Trump, que lidera nas pesquisas para as eleições de novembro (apesar de estar enfrentando problemas na Justiça), ainda é uma figura altamente polarizadora. Para seus apoiadores, ele representa uma política externa dura, especialmente no Oriente Médio. Já para os críticos, suas ações impulsivas e retórica inflamada aumentaram ainda mais o risco de conflito na região.

A acusação de Netanyahu chega num momento delicado. Apenas algumas semanas atrás, a inteligência dos EUA e de Israel divulgaram relatórios não oficiais que indicavam aumento nas atividades de espionagem cibernética ligadas ao Irã — e algumas dessas operações estariam ligadas diretamente a alvos políticos nos EUA.

É importante lembrar que durante o mandato de Trump, os EUA realizaram o ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani, figura chave do regime dos aiatolás. O ataque, feito com drone em 2020, foi um divisor de águas na relação já estremecida entre os dois países. Desde então, Teerã tem prometido “vingança eterna” pelo assassinato.

Por enquanto, não há confirmação oficial do governo dos EUA sobre as supostas tentativas de assassinato. A Fox News também não forneceu maiores detalhes sobre datas ou métodos usados nessas alegadas tentativas. A fala de Netanyahu pode ter como objetivo reforçar os laços com Trump ou sinalizar para o mundo que Israel está em alerta — ou talvez as duas coisas ao mesmo tempo.

Nos corredores diplomáticos, especula-se que Netanyahu esteja tentando fortalecer sua imagem interna, num momento em que enfrenta pressões políticas dentro de Israel por conta da guerra com o Hamas e das críticas à sua condução do governo.

Também tem quem diga que isso tudo seja parte de um jogo maior, onde líderes usam ameaças externas para desviar o foco de problemas internos. Seja como for, o fato é que, se confirmado, o plano do Irã para matar um ex-presidente americano (e candidato nas eleições seguintes) seria algo sem precedentes na história moderna.

Como disse um analista ouvido pela CNN, “isso elevaria o nível do confronto a patamares jamais vistos desde a Guerra Fria”. Até agora, nenhuma autoridade iraniana respondeu às acusações de Netanyahu.

A história ainda tá se desenrolando, e com a eleição americana cada vez mais próxima, não seria surpresa se novos detalhes viessem à tona nas próximas semanas. O mundo, por enquanto, só observa — e segura a respiração.



Recomendamos