Viúva de empresário morto em buraco de Interlagos responde se desconfia do amigo do marido: ‘então…’

O caso da morte do empresário Adalberto Júnior, encontrado já sem vida no Complexo do Autódromo de Interlagos, em São Paulo, no último dia 3 de junho, ainda tá longe de ser esclarecido. Desde o desaparecimento dele, no dia 30 de maio, muitas perguntas continuam no ar. E a principal delas é: o que aconteceu durante esses quatro dias?

Em meio à dor e à confusão, a viúva do empresário, Fernanda Grando Dândalo, tem se posicionado de forma firme nas entrevistas que vem concedendo. Uma das mais recentes foi ao jornalista Roberto Cabrini, no programa Domingo Espetacular, da Record. E ela deixou claro que, pelo menos na visão dela, o amigo que acompanhava Adalberto naquela noite, Rafael Aliste, não tem envolvimento com a tragédia.

“Eu não vejo motivo pra desconfiar do Rafael”, disse Fernanda, visivelmente abalada, mas serena nas palavras. “Eles eram amigos há uns oito anos, sempre foram próximos. Estavam curtindo juntos, não havia nada estranho. Eu acho que ele não tem nada a ver com isso, não.”

Segundo ela, os dois — Adalberto e Rafael — tinham uma relação puramente de amizade, sem vínculos comerciais ou financeiros. “Nunca teve negócio entre eles. Era amizade mesmo, das antigas”, contou. Ela também revelou que tem tentado se agarrar às lembranças boas pra conseguir lidar com a perda tão repentina. “Parece que eu tô vivendo um pesadelo, que não tem fim. Cada dia que passa sem respostas é mais um dia sem paz.”

A investigação tá a cargo da Polícia Civil, que ainda espera os laudos da perícia pra poder fechar um quadro mais claro do que de fato ocorreu. Até agora, a causa da morte não foi confirmada oficialmente, e várias hipóteses ainda são consideradas. A equipe responsável deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias, entre elas, o próprio Rafael, que pode ajudar a montar uma linha do tempo mais precisa da última vez em que Adalberto foi visto com vida.

É importante lembrar que o local onde o corpo foi encontrado — uma área de difícil acesso no entorno do autódromo — levanta também uma série de questionamentos. Como ele foi parar ali? Estava sozinho? Havia sinais de violência ou não? Essas são dúvidas que ainda não foram completamente respondidas, mesmo após mais de duas semanas do ocorrido.

O caso tem gerado muita comoção não só entre os familiares, mas também entre amigos e colegas do setor empresarial, onde Adalberto era bastante conhecido. Nas redes sociais, várias homenagens foram feitas e pedidos por justiça continuam sendo compartilhados. Recentemente, um grupo de amigos chegou a organizar uma vigília em frente ao autódromo, com velas e cartazes pedindo por respostas.

Fernanda, que vem se mantendo presente mesmo em meio à dor, disse que confia na investigação. “Eu acredito que a verdade vai aparecer. Pode demorar, mas vai. Só espero que seja logo, porque essa angústia… essa falta de saber, é o que mais machuca.”

Enquanto a polícia trabalha em busca de mais pistas, o mistério permanece. O que era pra ser mais um fim de semana tranquilo entre amigos terminou de forma trágica. E agora, o que resta é aguardar, entre homenagens, luto e a esperança de que a justiça — seja ela qual for — prevaleça no final.



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