Saiba qual o significado da tatuagem que Preta Gil tinha na mão

A morte de Preta Gil no último domingo (20/7), aos 50 anos, nos Estados Unidos, deixou uma comoção enorme por todo o Brasil e também entre amigos e artistas. Desde que a notícia foi confirmada, homenagens não pararam de surgir, inclusive de figuras conhecidas como Carolina Dieckmann, que postou uma foto emocionada em que aparece a tatuagem de Preta — aquela na mão, com a palavra “Drão”. Muita gente ficou curiosa pra saber o que essa palavra queria dizer e por que ela era tão importante pra cantora.

Essa tatuagem, simples à primeira vista, carrega um peso enorme de significado. “Drão” não é só uma palavra jogada ali. Ela é o nome de uma das músicas mais marcantes da carreira de Gilberto Gil, pai da Preta. E mais: foi composta especialmente pra Sandra Gadelha, mãe da cantora, durante um período difícil da vida dos dois — a separação.

A música é uma daquelas que atravessa gerações. Foi composta lá em 1981, mas até hoje toca fundo em quem ouve. Quem nunca se pegou cantarolando aquele trecho: “Drão, o amor da gente é como um grão…” né? Pois então, esse “Drão” na verdade é um apelido carinhoso que a própria Maria Bethânia criou pra Sandra, misturando o nome “Sandra” com um tom mais afetuoso. Virou Sandrão, depois só Drão, e pegou. Gil usou esse apelido na canção pra expressar não só amor, mas também dor, despedida e compreensão.

Preta, como filha dos dois, carregava esse símbolo com muito orgulho. Ter a palavra tatuada na mão era uma forma dela manter os pais, sua história e a música dentro de si, sempre por perto. É bonito pensar como ela transformou uma parte da própria vida em arte no corpo — meio que como um lembrete constante de tudo que ela é feita.

Agora, após a morte dela, essa tatuagem virou uma espécie de símbolo pras pessoas que querem lembrar dela com carinho. Muita gente vem postando imagens da palavra “Drão”, seja em tatuagens próprias, desenhos ou até mesmo textos nas redes sociais. Virou um código de amor, de memória e resistência.

E isso tem tudo a ver com quem era Preta Gil. Uma mulher intensa, que falava o que pensava, que lutava pelas causas em que acreditava, que viveu com coragem. Enfrentar um câncer não é fácil, e ela fez isso com uma dignidade absurda, sempre dividindo com o público seus momentos bons e ruins, mostrando vulnerabilidade sem perder a força.

Não à toa, a última fase da vida dela foi cheia de homenagens, mesmo antes da partida. Era como se todo mundo já soubesse que o tempo estava correndo e quisesse, de alguma forma, abraçá-la em vida. Teve show em sua homenagem, teve coletiva emocionada da família, teve vídeo dos amigos, teve tudo. E agora, com sua ausência, o que resta são as lembranças — e a tatuagem virou uma delas.

Talvez a maior lição que a gente tira de tudo isso é que a arte realmente atravessa tudo. Preta carregava uma música no corpo, que por sua vez falava da história dos pais, da separação, do amor que fica mesmo quando o casamento acaba. Agora, essa mesma palavra virou símbolo de luto e saudade.

“Drão” não era só uma música. Nem só uma tatuagem. Era parte da alma de Preta Gil.



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