O futebol piauiense amanheceu nesta quinta-feira (14/8) com uma notícia que ninguém gostaria de receber. O River-PI, time de tradição e dono de uma história respeitada no Nordeste, divulgou uma nota de pesar sobre a morte trágica do jovem atleta Alex Mariano, de apenas 15 anos. O garoto, que fazia parte da categoria de base sub-16 do clube, foi morto a tiros, segundo as informações oficiais. “Que a justiça seja feita”, escreveu o River em suas redes sociais, num tom de dor e revolta que ecoou entre torcedores e amantes do esporte.
A notícia caiu como um soco no estômago. Quem conhecia o Mariano fala de um menino determinado, com aquele brilho no olho típico de quem sonha alto. Ele era dedicado aos treinos, tinha talento com a bola nos pés e, principalmente, sabia trabalhar em equipe. Sempre sorridente, não demorava pra conquistar amizade e respeito dos colegas de campo e até dos adversários. Ver sua trajetória interrompida de forma tão cruel é algo que mexe com todos — não apenas no clube, mas em toda a comunidade esportiva local.
O comunicado oficial do River trouxe palavras de consternação: “É com profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento do nosso atleta Alex Mariano, brutalmente assassinado na manhã desta quinta-feira. Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos, companheiros de clube e toda a comunidade esportiva.”
Falar de Mariano no passado ainda parece estranho. Ele estava naquela fase onde cada treino é uma chance de provar o próprio valor e cada jogo, por menor que seja, vira vitrine para um futuro melhor. É difícil não imaginar o que poderia ter sido: talvez um craque disputando a Copa São Paulo, quem sabe até vestindo a camisa da Seleção algum dia. Mas, infelizmente, essa história teve um fim antes do tempo.
O caso reacende uma discussão incômoda: a violência que insiste em roubar vidas, muitas vezes de jovens com um futuro inteiro pela frente. Não é de hoje que atletas de base, mesmo focados no esporte, acabam expostos a situações de risco fora dos gramados. E quando isso acontece, a sensação de impotência cresce — como se o talento, o esforço e a disciplina não fossem suficientes pra proteger quem sonha.
Enquanto a investigação segue, o que fica é o luto e a lembrança de Mariano. Amigos relatam que ele tinha o hábito de chegar cedo aos treinos, ouvir música no celular e rir alto com qualquer piada, mesmo daquelas sem graça. Pequenos detalhes que agora viram lembrança para quem dividiu o campo e a vida com ele.
O River prometeu acompanhar o caso de perto e prestar apoio à família. Em tempos em que o futebol é muito mais do que esporte — é também esperança e oportunidade —, perder um jogador tão novo é como ver um pedaço desse sonho coletivo se apagar.
Que a justiça, de fato, seja feita. E que, de alguma forma, a memória de Alex Mariano inspire não só os colegas de time, mas todos que acreditam no poder transformador do esporte. Ele pode até ter deixado o gramado, mas a marca que deixou no coração de quem o conheceu vai continuar ali, firme, como gol que ninguém esquece.
Descanse em paz, Mariano.