Apresentador de TV tem celular roubado em SP; é o terceiro jornalista alvo de ladrões na semana

A Realidade da Violência Urbana: Jornalistas em Risco nas Ruas de São Paulo

Na noite de quinta-feira, 21 de setembro, o apresentador e repórter da Record, Thiago Gardinali, viveu um momento de tensão e medo ao ser vítima de um roubo de celular enquanto estava no trânsito de São Paulo. O incidente ocorreu na Avenida Washington Luís, uma das principais vias da zona sul da cidade, e deixou não apenas o apresentador, mas também sua colega, a repórter Paola Vianna, com ferimentos nas mãos devido aos estilhaços de vidro que se espalharam quando o criminoso quebrou a janela do carro.

Gardinali compartilhou um vídeo nas redes sociais, onde descreveu a situação logo após o ocorrido. Ele mencionou que estava dentro do carro e, em um momento de lentidão do trânsito, um homem se aproximou, quebrou o vidro e rapidamente levou seu celular, fugindo em seguida. “Apesar do susto, os dois estão bem”, informou a publicação, mas isso não minimiza a experiência traumática que viveram.

Um Ponto de Vista sobre a Insegurança

O apresentador relatou em seu vídeo: “Eu acabo de ser vítima daquilo que mostramos todos os dias. Aqui na Avenida Washington Luís. Eu nem sei como aconteceu”. Ele pegou os restos do vidro quebrado e disse que sentiu um misto de surpresa e raiva: “O cara simplesmente deu um soco e arrancou o celular. Estou inclusive com a mão machucada. É um sentimento de ódio mesmo.”

Infelizmente, esse tipo de situação não é uma ocorrência isolada. Apenas alguns dias antes, em 19 de setembro, outra repórter da TV Record, Beatriz Casadei, também foi alvo de um assalto. O roubo aconteceu na Marginal Pinheiros, na zona oeste, enquanto ela se preparava para uma entrada ao vivo no programa Balanço Geral. Um ciclista passou rapidamente e, em um movimento ágil, tomou o celular de suas mãos. As imagens gravadas por um colega mostraram o criminoso fugindo de bicicleta, levando consigo não apenas o aparelho, mas também a sensação de insegurança que permeia a profissão de jornalista nas ruas.

Um Quase Roubo e a Reação Rápida

Outro episódio preocupante ocorreu com a jornalista Mickaelle Sevalho, da TV A Crítica, que quase teve seu celular roubado na Avenida Paulista, uma das áreas mais movimentadas da cidade. Enquanto se preparava para uma transmissão ao vivo, um ciclista se aproximou e tentou pegar seu celular. Por sorte, Mickaelle conseguiu segurá-lo firmemente, evitando assim o roubo. Ela comentou sobre sua reação: “A gente estava se preparando para entrar ao vivo para um programa de rede nacional, quando eu passei por um susto. A sorte é que tenho a mania de segurar o celular com as duas mãos, sempre em uma situação como se fosse mais protegida.”

Ela também destacou que, apesar da presença constante de policiais na Avenida Paulista, isso não é garantia de segurança. “Nada impede a ação deles (dos criminosos)”, afirmou, refletindo sobre a fragilidade da segurança pública em grandes cidades.

O Crescente Problema dos Roubos de Celular

Um estudo recente realizado pelo Estadão revelou que os furtos e roubos de celulares nas proximidades de estações de metrô em São Paulo aumentaram de forma alarmante. Somente no primeiro semestre de 2024, a taxa de crimes nesse raio de 250 metros cresceu 15,5%, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para se ter uma ideia, na cidade como um todo, essa alta foi de 9,6%. Esse aumento é alarmante e reflete um problema que afeta não apenas jornalistas, mas toda a população que depende de seus dispositivos móveis.

Os ladrões miram essas áreas devido ao grande fluxo de pessoas e à facilidade de encontrar smartphones, que são alvos atraentes para transferências bancárias e venda no mercado negro. A região da Estação República, por exemplo, que conecta as Linhas 4-Amarela e 3-Vermelha, é uma das mais afetadas, levantando um alerta sobre a necessidade de um reforço na segurança.

Reflexões Finais

Esses casos servem como um alerta sobre a crescente violência nas grandes cidades e o impacto que isso tem na vida profissional e pessoal de muitos jornalistas. A insegurança se tornou uma realidade cotidiana, e é vital que tanto a sociedade quanto as autoridades reconheçam a gravidade da situação e tomem medidas efetivas para combatê-la. Se você já passou por uma situação semelhante, compartilhe sua experiência nos comentários abaixo e ajude a aumentar a conscientização sobre essa questão importante.



Recomendamos