Nikolas Ferreira reage após pedido de prisão protocolado por petista: “Se pudessem, eles me fuzilariam”

O deputado Nikolas Ferreira (PL) voltou a ser assunto nesta quinta-feira (28/08) depois que o parlamentar Reimont (PT) protocolou um pedido de prisão preventiva contra ele na Procuradoria-Geral da República. O caso repercutiu rapidamente, principalmente porque Nikolas decidiu responder logo em seguida, e com aquele tom direto que já virou marca registrada dele.

Segundo o parlamentar mineiro, a acusação não faz o menor sentido. Ele argumenta que o vídeo citado por petistas, que circulou bastante nas redes, não tem relação alguma com o crime organizado. “O meu vídeo foi em janeiro de 2025. Como um vídeo de janeiro de 2025 poderia ter beneficiado organizações criminosas que movimentaram bilhões entre 2020 e 2024? Eu sou o quê, atemporal?”, ironizou.

O tal vídeo que gerou toda a confusão foi uma postagem em que Nikolas criticava uma medida da Receita Federal que previa fiscalização de pessoas com movimentações acima de R$ 5 mil por mês via Pix. A fala ganhou repercussão, recebeu apoio popular e, pouco tempo depois, o governo Lula acabou recuando na medida. Para Nikolas, isso foi uma vitória da pressão popular e não tem ligação alguma com lavagem de dinheiro.

Na sua fala à coluna, o deputado endureceu o tom contra os adversários políticos. Ele acusou o PT de criar narrativas para tentar calá-lo. “O meu vídeo foi em janeiro de 2025. Como um vídeo de janeiro de 2025 pode ter ajudado a movimentar R$ 46 bilhões de organizações criminosas entre 2020 e 2024? Eu sou atemporal? Na falta de argumentos e de achar algo para me colocar na cadeia, eles precisam inventar. O desejo deles não é só cadeia. Se eles pudessem, eles me fuzilariam, me matariam. Não estou envolvido em rachadinha, não estou envolvido em corrupção, não estou envolvido em roubo do INSS, então por isso eles precisam fazer essas cortinas de fumaça, pedindo prisão. Já tinha um pedido do PT solicitando a derrubada das minhas redes, agora estão pedindo a minha prisão. Basicamente, esse é o modus operandi do PT. Se não conseguem vencer na argumentação e com verdades, precisam de mentiras e pedem prisão”, declara Nikolas.

Vale lembrar que o pedido de prisão não foi o único movimento contra Nikolas nesta semana. Ele também foi alvo de representações apresentadas por Rogério Correia (PT) e Duda Salabert (PDT). Ambos sustentam que a postura de Nikolas, ao criticar a fiscalização do Pix, teria contribuído para o fortalecimento de esquemas de lavagem de dinheiro revelados pela Polícia Federal. Segundo a PF, criminosos movimentaram cerca de R$ 46 bilhões em operações ilegais entre 2020 e 2024.

Apesar do peso da denúncia, Nikolas tentou mostrar tranquilidade. Ele ressaltou que não tem histórico de envolvimento em esquemas como “rachadinhas”, corrupção ou desvio de dinheiro público. Para ele, as ações contra seu nome são uma cortina de fumaça. “Tentam me colocar como vilão porque não conseguem apontar crimes de verdade. Eu não roubei o INSS, não tenho esquema escondido. Então criam essas histórias para me desgastar”, disse.

O episódio chega num momento delicado, porque a fiscalização sobre o Pix continua sendo um tema polêmico. Desde que o governo Lula anunciou a intenção de monitorar transações acima de determinado valor, parte da população reclamou, alegando que a medida fere a privacidade e trata o cidadão comum como suspeito. A pressão popular realmente fez o governo recuar, mas a oposição aproveitou para reforçar o discurso de que Brasília tenta, a todo momento, aumentar o controle sobre o bolso dos brasileiros.

O caso também expõe como o debate político no Brasil está cada vez mais inflamado. As redes sociais, que já eram palco de disputas, se transformaram em arenas onde qualquer vídeo, fala ou postagem pode virar munição para os dois lados. No caso de Nikolas, a rapidez com que sua publicação viralizou acabou servindo de argumento para adversários políticos que agora tentam ligá-lo a crimes gravíssimos.

Enquanto isso, o parlamentar segue apostando na sua estratégia de confronto direto, atacando o PT e tentando se manter como uma das vozes mais influentes da oposição. Se esse movimento vai trazer mais problemas ou mais apoio popular, só o tempo vai dizer. Mas o fato é que, num Brasil em que a política mistura rede social, investigação policial e embate ideológico, qualquer frase pode virar combustível para uma nova polêmica.



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