Nos últimos dias, uma enxurrada de boatos tomou conta das redes sociais, principalmente no X (antigo Twitter), dizendo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria morrido. O assunto estourou de tal forma que o nome dele foi parar entre os tópicos mais comentados da plataforma. Muita gente começou a compartilhar prints, vídeos, até memes, como se a história fosse real. Só que, até onde se sabe, Trump segue vivo e ativo, fazendo suas tradicionais postagens na sua própria rede, a Truth Social.
O burburinho começou porque a agenda oficial do republicano estava sem compromissos nas últimas horas. Pra piorar, circularam fotos onde ele aparece com um hematoma na mão. Esse detalhe foi suficiente para atiçar ainda mais as especulações. Internautas mais desconfiados juntaram os pontos e criaram uma narrativa de que o presidente estaria gravemente doente ou até já teria falecido.
Outro combustível para essa onda de fake news foi uma entrevista concedida pelo vice-presidente JD Vance ao jornal USA Today, na última quarta-feira (27). Nela, Vance afirmou que está preparado para assumir em caso de “tragédia terrível”. Apesar de também ter dito que Trump “está vibrante, cheio de energia e com saúde incrivelmente boa”, muita gente recortou apenas a primeira parte da fala e espalhou como se fosse uma confirmação velada de que algo ruim já teria acontecido.
Vale lembrar que, em julho, a equipe médica do republicano divulgou uma nota oficial informando que ele foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica. Segundo os médicos, os hematomas visíveis em sua mão seriam consequência do uso de aspirina e também dos apertos de mão constantes durante os eventos de campanha. Quem acompanha o ex-presidente sabe que ele nunca recusa um cumprimento, e isso, somado ao tratamento, teria gerado as marcas roxas.
Mesmo com as explicações, o assunto viralizou. Isso se deve, em parte, ao clima de tensão que cerca Trump desde que ele se lançou novamente como candidato à Casa Branca. Nos últimos meses, ele sobreviveu a duas tentativas de assassinato, um fato que deixou tanto aliados quanto opositores em alerta máximo. Cada aparição pública acaba sendo analisada no detalhe: a cor do rosto, a postura, o tom de voz, tudo vira combustível para especulação.
Não é a primeira vez que surgem rumores sobre a morte dele. Em setembro do ano passado, 2023, a conta de Donald Trump Jr., seu filho, foi invadida no X. O invasor publicou mensagens falsas dizendo que o ex-presidente havia falecido, o que gerou um caos momentâneo. Na época, também não demorou muito para desmentirem a história, mas isso mostra como esse tipo de fake news encontra terreno fértil para se espalhar.
A verdade é que boatos sobre saúde de figuras políticas não são novidade. Aqui no Brasil mesmo, a gente viu esse tipo de coisa acontecer com Lula e Bolsonaro, em momentos diferentes, quando qualquer foto com aparência abatida virava meme ou manchete improvisada. Na era das redes sociais, o intervalo entre um “print” e uma notícia falsa ganhar tração é questão de minutos.
Trump, por sua vez, parece ignorar o zunzunzum e continua firme nas postagens. Quem acessou a Truth Social nas últimas horas viu mensagens no estilo clássico dele: críticas à imprensa, provocações aos adversários democratas e elogios à própria campanha. Ou seja, nada que pareça vir de alguém que estaria à beira da morte, como alguns sugeriram.
No fim das contas, o episódio mostra duas coisas: primeiro, como a política americana anda polarizada a ponto de qualquer detalhe gerar uma tempestade digital. Segundo, como a gente, como sociedade conectada, ainda não aprendeu a filtrar informações antes de compartilhar. Por enquanto, a única certeza é que Trump segue vivo, ativo e, ao que parece, pronto para continuar na corrida eleitoral.