É #FAKE que Donald Trump faleceu; presidente americano foi visto a caminho de campo de golfe

Nos últimos dias, mais uma onda de boatos tomou conta das redes sociais, e o alvo da vez foi ninguém menos que Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Muita gente saiu espalhando que ele teria morrido — alguns até com “provas” convincentes, pelo menos à primeira vista. O rumor ganhou força principalmente no X (antigo Twitter), mas também se espalhou em grupos de WhatsApp e até no TikTok, sempre naquele formato: prints, recortes de vídeos e muita gente jurando que era verdade. Só que, como já virou rotina nesse tipo de situação, a história não passa de mais uma fake news.

Tudo começou na madrugada deste sábado (30), quando algumas contas começaram a publicar que Trump estaria fora de cena há dias. A agenda oficial dele, por exemplo, não tinha compromissos públicos para o fim de semana, o que ajudou a deixar as suspeitas mais fortes. Além disso, fotos em que o republicano aparecia com um hematoma na mão circularam como “indício” de que ele estaria mal de saúde. Teve até quem associasse o fato de a Casa Branca ter colocado a bandeira americana a meio-mastro como uma espécie de confirmação de que o presidente teria falecido. “Isso só acontece quando morre um presidente ou em luto oficial”, escreveu um usuário no X, inflamando ainda mais a galera.

Mas a realidade é bem diferente. Poucas horas depois, uma foto da Agência France-Presse (AFP) mostrou Trump deixando a Casa Branca acompanhado da neta Kai Trump, dentro da tradicional comitiva presidencial. O destino? O campo de golfe Trump National, em Sterling, Virgínia — um dos lugares preferidos dele pra relaxar e também fazer política nos bastidores. O clique foi registrado pelo repórter fotográfico Andrew Caballero-Reynolds, o que já derruba por completo a tese de que o presidente estaria morto.

Além disso, a correspondente da Globo em Washington, Raquel Krahenbühl, confirmou que não havia eventos oficiais programados na agenda de Trump para o final de semana. Segundo ela, um grupo de jornalistas já estava inclusive preparado para acompanhar a rotina do presidente no campo de golfe. E mais: no próprio X, a conta “Inside Paper” publicou um vídeo, por volta das 10h38, mostrando Trump chegando ao local. Nas imagens, ele aparece cumprimentando apoiadores, vestindo uma camisa branca e o tradicional boné vermelho com o famoso slogan “Make America Great Again”. Difícil imaginar que um morto faria isso, né?

Sobre a bandeira a meio-mastro, também tem explicação. O comunicado oficial da Casa Branca, divulgado em 27 de agosto, determinava que as bandeiras seriam hasteadas dessa forma até o fim do mês em razão de uma tragédia ocorrida em Minneapolis. Um atirador abriu fogo dentro de uma igreja, matando duas crianças e deixando outras 17 pessoas feridas. Por isso, como manda a tradição americana em casos de luto nacional, o governo ordenou que todas as bandeiras, incluindo a da Casa Branca, ficassem a meio-mastro até o dia 31 de agosto de 2025. Nada a ver com a morte de Trump.

Esse episódio mostra, mais uma vez, como as fake news conseguem se espalhar com uma velocidade assustadora. Basta uma foto fora de contexto, um detalhe mal interpretado ou até uma coincidência infeliz para gerar uma avalanche de teorias. E em se tratando de Trump, que é uma figura polêmica e está novamente no centro da disputa eleitoral, qualquer pequeno gesto ou ausência acaba virando combustível para especulações.

Vale lembrar que não é a primeira vez que matam o presidente nas redes. Em setembro do ano passado, por exemplo, a conta de Donald Trump Jr., o filho dele, foi invadida por hackers. Os invasores publicaram mensagens falsas anunciando a morte do ex-presidente, o que causou um caos momentâneo. Rapidamente a informação foi desmentida, mas ficou a prova de como esse tipo de mentira encontra espaço fértil no ambiente digital.

Enquanto isso, Trump segue ativo. Quem entra na Truth Social, sua própria rede social, encontra as mesmas postagens de sempre: críticas à imprensa, provocações aos adversários democratas e aquele tom inflamado de campanha. Ou seja, longe de parecer alguém que esteja prestes a partir.

No fim, o episódio reforça duas coisas. Primeiro, como a polarização política nos Estados Unidos transformou qualquer detalhe em potencial manchete de escândalo. Segundo, como a gente ainda não aprendeu a checar antes de compartilhar. A única certeza, por enquanto, é que Donald Trump segue vivo, falando alto e pronto pra briga eleitoral.



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