Médica chama a atenção ao entregar detalhe envolvendo a filha de Virginia: “É preciso cuidado”

Filha da influenciadora digital Virginia Fonseca, a pequena Maria Flor, que já está quase completando 3 aninhos, voltou a roubar a cena na manhã da última quarta-feira (27). A menina mostrou seu jeitinho vaidoso ao receber autorização da mãe para experimentar, pela primeira vez, um par de cílios postiços.

Nas redes sociais, Virginia compartilhou alguns cliques da filha usando o acessório. Maria Flor aparece diante do espelho, sorrindo de orelha a orelha, encantada com o novo visual. A reação foi imediata: surpresa e alegria por estar com um “item de adulto”, como a mãe costuma brincar. “Ela pediu para colocar meus cílios, gente. Socorro”, escreveu a influenciadora, arrancando risadas dos seguidores.

Esse tipo de cena não é novidade para quem acompanha Virginia, já que a família dela — junto com o cantor Zé Felipe e a outra filha, Maria Alice — vive registrando momentos do dia a dia e compartilhando com os fãs. E, no mundo digital, tudo que envolve as crianças costuma render muito engajamento. Afinal, quem resiste à fofura da pequena querendo imitar a mãe?

Mas o episódio também levantou uma discussão importante: será que é seguro deixar uma criança tão pequena brincar com maquiagem e acessórios pensados para adultos?

O olhar da pediatria

Para esclarecer o tema, a revista Caras Brasil conversou com a Dra. Renata Castro, pediatra e neonatologista formada pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. De acordo com ela, esse tipo de curiosidade é completamente normal na infância.

“As crianças, principalmente as meninas, adoram imitar os adultos, ainda mais a mãe. É uma forma de aprendizado e faz parte do desenvolvimento saudável”, explicou.

No entanto, a especialista fez um alerta: a maquiagem e os cosméticos comuns não foram desenvolvidos para a pele sensível das crianças. “É preciso ter cuidado, porque o uso inadequado pode trazer riscos”, reforça.

Quais são os principais riscos?

A pediatra listou alguns pontos que exigem atenção dos pais:

  • Alergias e dermatites: fragrâncias, corantes e conservantes presentes em batons, sombras e esmaltes podem irritar a pele delicada ou provocar reações alérgicas.
  • Intoxicação: há risco de ingestão acidental caso a criança leve batom, esmalte ou pó à boca.
  • Substâncias nocivas: componentes como chumbo (ainda encontrado em certos batons), formaldeído e tolueno (esmaltes), além de parabenos e ftalatos (conservantes) podem ser prejudiciais.

Outro ponto importante citado pela Dra. Renata é a região dos olhos. “A pele das pálpebras é muito mais fina e sensível. Basta a criança esfregar o olho para levar a substância para dentro, o que pode causar conjuntivite química, irritações e até lesões na córnea”, detalhou.

Esse tema não envolve apenas saúde, mas também comportamento social. Hoje em dia, muitas influenciadoras digitais, como a própria Virginia, compartilham a rotina das filhas em tempo real. Isso cria uma espécie de vitrine da infância, onde situações aparentemente banais — como brincar com maquiagem — ganham repercussão imediata.

Nas últimas semanas, por exemplo, vimos debates parecidos envolvendo outras celebridades, como a atriz e apresentadora Maisa, que comentou sobre o excesso de exposição infantil na internet. É um assunto que divide opiniões: alguns acham inofensivo, outros enxergam riscos maiores, tanto à saúde quanto à privacidade.

No caso de Maria Flor, tudo não passou de uma brincadeira rápida, registrada com carinho por Virginia. A fofura conquistou os fãs, mas também serviu de alerta para pais e mães sobre os cuidados necessários quando a criança mostra interesse em maquiagem.

É inevitável: os pequenos vão querer imitar o que veem em casa. E, no fim das contas, cabe aos adultos oferecer alternativas seguras — como maquiagens infantis hipoalergênicas, que já estão disponíveis no mercado — e sempre supervisionar.

Assim, a infância continua sendo esse espaço mágico de descobertas, mas sem colocar a saúde em risco. Afinal, como lembra a pediatra: “Brincar de ser adulto faz parte do crescimento, mas a responsabilidade é sempre do pai e da mãe em colocar limites”.



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