Fabiana Justus abriu o coração durante uma entrevista no podcast Pé No Sofá Pod, apresentado por Flávia Alessandra e Giulia Costa, e acabou revelando uma atitude que tomou para proteger a irmã caçula, Rafaella Justus. A influenciadora contou que a diferença de idade entre ela e os irmãos fez com que criassem dois grupos de WhatsApp: um onde só os adultos participavam e outro onde Rafa também estava incluída.
“Eu percebi que a Rafa cresceu de verdade quando já não fazia sentido ter dois grupos. Antes a gente tinha o ‘Justus Family’ e o ‘Justus Family 2’, que era com a Rafa. Tinha assuntos que não dava pra falar na frente dela, então a gente separava”, disse Fabiana, entre risos, mas também com aquele tom de quem olha pra trás e entende as fases da vida.
Essa revelação levantou discussão sobre até que ponto esse tipo de atitude é apenas cuidado ou se pode soar como exclusão. A CARAS Brasil procurou a psicóloga Larissa Fonseca para comentar o caso. Ela explicou que, apesar da boa intenção, esse tipo de separação pode deixar marcas emocionais sutis.
“Quando irmãos criam grupos paralelos para proteger os mais novos, existe sim uma intenção legítima de cuidado. Mas, para quem está de fora, pode surgir a sensação de não pertencer completamente. A criança não enxerga só como proteção, mas também como um ‘não faço parte do nós’”, observou a especialista.
A psicóloga também lembrou que muitas vezes os adultos conversam naturalmente sobre coisas que não deveriam ser expostas às crianças. “É inevitável, acontece em qualquer família. Só que, quando ela finalmente entra no grupo principal, aquilo passa a ter outro peso. Não é só acesso às mensagens, mas sim reconhecimento, amadurecimento, pertencimento emocional.”
Um detalhe curioso é que a própria Rafaella já comentou, em tom de brincadeira, que era “a maior excluída”. E como toda piada tem um fundo de verdade, esse tipo de fala mostra o quanto os mais jovens querem estar incluídos. No fundo, desde pequenos buscamos ser levados a sério, ter voz e fazer parte do grupo sem restrições.
A psicóloga ainda ponderou que, no caso da família Justus, a criação de um grupo paralelo não foi algo negativo, mas sim uma forma prática de conciliar idades e interesses diferentes. “O gesto de Fabiana não representa exclusão social, mas um cuidado adaptado à realidade deles. É válido. Mas, mesmo assim, precisamos entender que cada ato de incluir ou excluir comunica algo. São pequenas marcas que participam da formação da autoestima e da identidade”, ressaltou.
Outro ponto levantado por Larissa foi a exposição que essa família enfrenta. Não se trata de uma família anônima, mas de pessoas públicas, constantemente em evidência. “Crescer sob os holofotes, com diferenças grandes de idade e estilos de vida, exige maturidade da criança e, ao mesmo tempo, muita sensibilidade dos adultos para perceber o tempo emocional de cada um”, disse.
No fim das contas, a fala de Fabiana abre espaço para uma reflexão maior: como equilibrar cuidado e inclusão dentro de uma família? Esse dilema não é exclusivo dos Justus, mas acontece em muitas casas. Quem nunca deixou o irmãozinho ou a irmãzinha de fora de uma conversa por achar que “não era assunto para criança”? Só que, quando crescemos, entendemos que essas pequenas exclusões podem virar histórias engraçadas ou até lembranças um pouco doloridas.
De todo jeito, o episódio mostra um amadurecimento natural das relações familiares. Rafaella já não é mais aquela garotinha que precisava ser poupada de tudo. Hoje, ela participa, opina e até brinca com a situação, mostrando que já conquistou seu espaço entre os mais velhos. E, convenhamos, ver essa passagem de fases é algo que todo mundo que tem irmãos entende muito bem.