Ratinho expõe qual o seu maior arrependimento ao longo da carreira: “R$ 44 milhões”

Pouca gente imagina, mas até alguém como o Ratinho, que já tá há quase três décadas no SBT, também carrega arrependimentos na bagagem. E olha que ele mesmo resolveu abrir o coração recentemente. Durante o documentário Ratinho Sem Filtro, exibido na noite de terça-feira, 9, o apresentador falou de um episódio que até hoje considera um dos maiores erros da carreira.

A história volta lá pra 1998, quando o Brasil inteiro acompanhava, aflito, o sequestro de Wellington Camargo, irmão da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano. Em meio à comoção nacional, Ratinho decidiu usar seu programa como forma de ajudar. Ele sugeriu uma campanha, recebendo ligações do público, para arrecadar dinheiro que pudesse ser usado no resgate. A ideia, que parecia nobre no início, acabou virando um problemão.

Segundo o próprio apresentador, a família Camargo não gostou nada da atitude. Principalmente Luciano, que teria ficado bastante ofendido. Ratinho lembra que, na época, até tinha medo dos sequestradores, conhecidos pela violência e pela fama no Paraná, seu estado de origem. “Eu devia ter ficado quieto. Foi um erro meu”, confessou. Ele disse ainda que pediu desculpas e, depois da confusão, as coisas se acalmaram. Mas o episódio marcou.

Esse não foi o único momento turbulento da vida do comunicador. Quando decidiu trocar a Record pelo SBT, em 1998, Ratinho carregava uma dívida daquelas. A multa rescisória do contrato chegava a R$ 44 milhões — um valor que, mesmo hoje, parece absurdo, imagina na época.

Curiosamente, quem resolveu o imbróglio foi ninguém menos que Silvio Santos. Ratinho contou que o dono do Baú foi pessoalmente até um culto da Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, e, numa conversa direta, ajustaram a quantia. No fim, a multa caiu para R$ 14 milhões, bem menos do que o previsto inicialmente.

Minha multa era de R$44 milhões. Nem o Silvio tinha esse dinheiro. Um dia, ele foi ao culto do Edir Macedo, na Igreja Universal, e se acertaram por R$14 milhões”, declarou.

Vale lembrar que, mesmo com altos e baixos, o apresentador conseguiu se consolidar na televisão brasileira. O Programa do Ratinho, apesar das mudanças de formato ao longo dos anos, continua no ar, e vira e mexe conquista boa audiência, principalmente em tempos de briga acirrada entre SBT e Record por alguns pontos no Ibope.

Mas talvez o que mais surpreenda é que a televisão, ao contrário do que muita gente pensa, não é a maior fonte de renda do comunicador. O próprio Ratinho contou, sem rodeios, que o verdadeiro ouro vem de outra área: o setor hoteleiro.

“Hotel dá muito dinheiro, proporcionalmente é o que mais me rende. Eu tenho hotel em aeroporto, e isso funciona demais. Em São Paulo, se eu abrir 20 hotéis, ainda cabe espaço pra mais 20”, afirmou. A fala mostra como o apresentador, além de animar as noites do público, também se transformou num empresário com faro para bons negócios.

Esse lado empreendedor, aliás, tem sido cada vez mais comum entre figuras da TV. Luciano Huck, por exemplo, também investe pesado em empresas de tecnologia e educação, enquanto nomes como Faustão e Datena já aplicaram em rádio e outras mídias. A televisão abre portas, mas é nos bastidores que muitos desses apresentadores garantem o futuro.

No caso de Ratinho, o hotel virou sinônimo de estabilidade. Enquanto na TV ele enfrenta a gangorra da audiência e a concorrência pesada do streaming — afinal, hoje em dia muita gente prefere Netflix ou YouTube à programação tradicional —, no ramo da hotelaria a demanda segue firme, especialmente em cidades grandes e perto de aeroportos.

No fim das contas, o documentário mostrou um Ratinho mais humano, disposto a reconhecer falhas, lembrar dos tropeços e também valorizar suas conquistas. Um homem que já viveu momentos tensos, mas que soube se reinventar e, de quebra, ainda encontrou no mundo dos negócios um caminho lucrativo e sólido.



Recomendamos