Vídeo: “Bolsonaro estará nas urnas em 2026 para o desagrado de quem pensa o contrário” afirma deputado

Nos últimos dias, depois da conclusão dos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o deputado federal Evair de Melo resolveu abrir o jogo diante da imprensa. O parlamentar não poupou críticas, especialmente direcionadas a Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ambos ministros do STF. O motivo da bronca? A discussão sobre a anistia aos investigados pela suposta tentativa de golpe de Estado. Para Evair, essa é uma pauta que não cabe à Justiça decidir, mas sim ao Congresso Nacional.

Segundo ele, anistia não é uma questão técnica ou jurídica, e sim política. Ou seja, não estaria dentro das atribuições da Corte Suprema deliberar sobre um tema dessa natureza. “O lugar certo pra isso é o Parlamento, onde os representantes do povo podem debater e votar”, argumentou o deputado. Essa fala encontra eco em boa parte da oposição, que acusa o STF de extrapolar os próprios limites e de assumir um protagonismo político que não lhe caberia.

Evair reforçou que acredita ser papel da Câmara e do Senado restabelecer a normalidade política do país, aprovando uma anistia que, na visão dele, ajudaria a “pacificar os ânimos” e virar uma página complicada da nossa história recente. O discurso não é novidade, já que vários parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro vêm batendo nessa tecla nos últimos meses, especialmente em meio às decisões duras tomadas contra investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Vale lembrar que esse episódio, que completou um ano recentemente, ainda gera debates acalorados. De um lado, há quem considere que os envolvidos foram vítimas de uma perseguição política; do outro, há quem veja os atos como um ataque sem precedentes às instituições democráticas. E no meio disso tudo, o STF tem adotado medidas duras, muitas vezes contestadas no Congresso e fora dele.

Durante sua fala, o deputado também fez questão de apontar para o futuro. Evair de Melo não deixou dúvidas sobre sua crença de que o ex-presidente Bolsonaro voltará ao jogo político em 2026. “Tenho convicção que ele será candidato”, declarou com firmeza, transmitindo confiança aos apoiadores. Essa afirmação, por si só, já gera barulho, uma vez que o próprio Bolsonaro enfrenta uma série de processos que podem comprometer sua elegibilidade.

Mas a política brasileira tem dessas coisas. Quem acompanha de perto sabe que o cenário pode mudar do dia pra noite. Basta lembrar do vai-e-vem em torno das candidaturas de Lula antes de 2022: preso, inelegível, depois solto e elegível novamente, até voltar ao Planalto. Evair, ao citar Bolsonaro como candidato certo em 2026, joga combustível nesse debate e dá munição à militância bolsonarista, que anda ansiosa por um sinal mais concreto de liderança.

Outro ponto importante é a tensão permanente entre Congresso e STF. Essa disputa de protagonismo não começou agora, mas parece ter se intensificado nos últimos anos. Parlamentares da base bolsonarista reclamam constantemente do que chamam de “ativismo judicial”, enquanto ministros do Supremo defendem que apenas cumprem seu papel de zelar pela Constituição. No meio desse embate, fica a sensação de que o país vive um cabo de guerra institucional, com impactos diretos na vida política e, claro, no dia a dia da população.

Ao final do discurso, Evair de Melo tentou passar uma mensagem de confiança. Para ele, o Parlamento “vai corrigir os rumos” e devolver ao povo o poder de decidir sobre questões tão sensíveis como a anistia. Se isso vai acontecer ou não, só o tempo dirá. Mas o recado está dado: a pressão política contra o STF continua firme, e a expectativa em torno de 2026 começa a ganhar força nos bastidores de Brasília.

Confira:



Recomendamos