A ex-Miss Bumbum Carol Lekker, que está confinada no reality A Fazenda 17, virou alvo de ataques racistas e de ódio nas redes sociais. Não é de hoje que participantes desse tipo de programa acabam sendo vítimas de comentários pesados, mas o caso de Carol chamou atenção porque os insultos ultrapassaram completamente a linha do debate sobre jogo e foram parar no campo do crime.
Dentro do confinamento, a modelo tem protagonizado várias discussões com outros peões, o que já era esperado, afinal, o programa vive disso: barraco, tretas e polêmicas. Só que, do lado de fora, uma parte do público resolveu extrapolar. Nas redes sociais, alguns internautas passaram a atacar Carol de forma extremamente ofensiva, chamando-a até de “macaca”, um termo racista e inaceitável.
A equipe da participante não deixou barato. Em uma nota divulgada ao portal Metrópoles, eles afirmaram que essas mensagens “não têm nada a ver com opinião” e que se tratam, sim, de crime de racismo, que é previsto na legislação brasileira e pode levar até a prisão.
Vale lembrar que o debate sobre racismo voltou a ganhar força nos últimos meses. Em pleno 2025, ainda vemos casos como esse, que nos mostram como a internet pode ser usada tanto para dar voz quanto para espalhar ódio. É só olhar episódios recentes, como o caso da jogadora brasileira Marta, que foi alvo de ataques xenofóbicos após uma partida fora do país, ou até a polêmica em torno de Vinícius Jr. no futebol europeu. O assunto é recorrente, mas não dá pra normalizar.

O assessor de imprensa de Carol, Cacau Oliver, deixou claro que já estão tomando as medidas necessárias. Segundo ele, a ideia não é apenas denunciar contas anônimas, mas ir atrás de cada pessoa que praticou o crime. “Não é só perfil fake. Vamos acionar a Justiça para que todos sejam identificados e responsabilizados como manda a lei”, disse.
A fala reflete uma postura mais firme contra ataques virtuais, que muitas vezes acabam ficando impunes. A assessoria reforçou que não vai tolerar esse tipo de conduta criminosa que atinge diretamente a dignidade da participante. E é importante destacar: racismo não é opinião, nunca foi.
Esse caso da Carol também abre uma discussão maior: até que ponto reality shows como A Fazenda podem acabar servindo de gatilho para esse tipo de comportamento? Claro, as brigas, alianças e estratégias fazem parte do entretenimento, mas quando fãs se sentem “autorizados” a atacar a vida pessoal dos participantes, algo está fora do lugar.
Outro ponto que chama atenção é como esses episódios expõem a necessidade de fortalecer campanhas de conscientização. Nos últimos anos, vimos artistas, atletas e até influenciadores se unindo em campanhas contra o racismo, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. A própria Record, emissora do programa, deve ser pressionada a se manifestar, afinal, estamos falando de um caso grave acontecendo dentro de um produto dela.
No fim, o que se espera é que a Justiça realmente atue. Como já foi visto em outros casos, a responsabilização é um passo importante para que essas práticas parem de ser tratadas como “piada de internet”. Hoje é Carol Lekker, amanhã pode ser qualquer outra pessoa que resolva se expor na mídia.
A equipe dela encerrou a nota reforçando que a luta contra o racismo é coletiva, não de uma pessoa só. Denunciar, investigar e punir são etapas fundamentais para que a sociedade avance. E, no mínimo, esse episódio serve como alerta: precisamos parar de achar normal que as redes sociais virem um espaço de impunidade, porque por trás de cada perfil existe alguém que deve responder pelos seus atos.