Chega notícia sobre busca por criança que desapareceu no Paraná

Equipes de segurança e dezenas de voluntários continuam firmes nas buscas pelo pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas 2 anos, desaparecido desde a manhã de quinta-feira (9) em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná. O caso mexeu profundamente com a comunidade local e já mobiliza forças de segurança de várias cidades da região. O que mais preocupa é que, algumas horas após o sumiço, a mamadeira da criança foi encontrada boiando em um rio, a cerca de 500 metros da casa onde mora a família.

Desde então, a cena é de comoção e esperança. Moradores que sequer conheciam a família se uniram às equipes de resgate, que não têm medido esforços para encontrar o menino. Conforme informou a Polícia Militar (PM), as buscas estão sendo realizadas em parceria com o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Civil, Polícia Científica e um grande número de voluntários.

A operação ganhou reforço de cães farejadores, drones equipados com câmeras térmicas e mergulhadores especializados. “As forças de segurança permanecem mobilizadas e à disposição para o prosseguimento das ações”, destacou a nota oficial divulgada pela PM na noite de sexta.

Os mergulhadores do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost), vindos de Curitiba, fizeram uma varredura de aproximadamente 300 metros em cada margem do rio onde a mamadeira foi achada, mas até o momento nenhum novo vestígio foi localizado. O trabalho é dificultado pelo terreno, que é de mata fechada e cheia de galhos submersos, o que torna cada mergulho arriscado e lento.

As equipes também estão fazendo buscas por terra e pelo ar, com o apoio de drones e helicópteros. Mesmo com o frio típico dessa época no Paraná e a chuva que caiu durante a madrugada, ninguém quis interromper as buscas. Alguns voluntários passaram a noite acordados, acendendo fogueiras e iluminando as trilhas com lanternas improvisadas.

Os familiares contaram à RPC, afiliada da Globo, que perceberam o sumiço quando Arthur, que costumava brincar perto da mãe, não foi mais visto dentro de casa. Em desespero, os pais e vizinhos começaram as buscas por conta própria, gritando o nome do menino pelas ruas e beiradas do rio, até que a polícia chegou para assumir a coordenação.

A Polícia Civil informou que está analisando imagens de câmeras de segurança da região para tentar entender o que aconteceu. A hipótese de afogamento ainda é considerada, mas outras linhas de investigação não foram descartadas.

O desaparecimento de Arthur também foi incluído no sistema Amber Alert, um mecanismo criado para emitir alertas sobre o desaparecimento de crianças. O alerta é divulgado automaticamente nas redes sociais e aplicativos de celular, alcançando pessoas em um raio de até 160 quilômetros do local do desaparecimento.

Nos grupos de WhatsApp da cidade, circulam fotos do garoto e mensagens de apoio. “Estamos todos com o coração apertado. Tibagi é pequena, todo mundo conhece todo mundo”, escreveu uma moradora em uma publicação.

Enquanto isso, as buscas continuam neste sábado (11). A cada nova informação, o clima de apreensão cresce, mas a esperança também. “A gente não vai parar enquanto não encontrar o Arthur”, disse um dos bombeiros envolvidos na operação.

Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do menino pode entrar em contato pelos números 197 (Polícia Civil), 181 (Disque-Denúncia) ou 190 (Polícia Militar). As autoridades reforçam que qualquer detalhe pode ser decisivo para trazer Arthur de volta para casa.



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