SP: Mãe e filha perdem a vida depois de comerem bolo envenenado

A Polícia Civil de São Paulo tá tentando entender um caso que deixou muita gente chocada no bairro do Ipiranga, na Zona Sul da capital. Duas mulheres da mesma família morreram depois de comer um bolo de aniversário que, segundo as primeiras informações, estava envenenado. As vítimas são Ana Maria de Jesus, de 52 anos, e Larissa de Jesus Castilho, de 21, mãe e filha. Uma adolescente de 16 anos, também da família, sobreviveu por pouco depois de passar dias internada no hospital.

Tudo aconteceu logo depois de uma festa de aniversário em família. O clima era de alegria, risadas, aquele tipo de reunião simples que a gente costuma fazer pra celebrar a vida. No dia seguinte, alguém entregou um bolo na casa de Ana Maria. Aparentemente, o doce era um presente — ninguém imaginava que aquilo pudesse se transformar numa tragédia.

Assim que comeram o bolo, as três começaram a sentir um mal-estar forte. Larissa foi a primeira a piorar, de forma rápida, e acabou morrendo em casa. A mãe, Ana Maria, foi levada pro hospital em estado gravíssimo. Lutou pela vida durante quase dois meses, mas acabou não resistindo. Já a adolescente, que comeu uma fatia menor, também passou mal, mas foi socorrida a tempo e conseguiu se recuperar.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso, que agora é investigado como duplo homicídio e tentativa de homicídio qualificado por envenenamento. Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na última quarta-feira (8), recolhendo objetos e provas que possam ajudar a esclarecer o crime.

Ainda não há uma confirmação oficial sobre quem seria o responsável pelo envio do bolo, mas os investigadores trabalham com algumas hipóteses. Uma delas é de que o envenenamento pode ter sido intencional e que o alvo seria alguém específico da família. Fontes ligadas à polícia afirmam que o tipo de substância usada teria sido potente e de difícil identificação, o que complicou o diagnóstico inicial no hospital.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou as diligências e informou que as investigações continuam em andamento. O caso gerou comoção nas redes sociais, especialmente porque a história lembra outros episódios recentes de crimes envolvendo alimentos adulterados. Nas últimas semanas, inclusive, circularam nas redes alguns alertas falsos sobre “bolos envenenados sendo entregues por engano”, o que acabou confundindo ainda mais o público.

Vizinhos da família disseram estar abalados com a situação. Ana Maria era descrita como uma mulher tranquila, querida na vizinhança, sempre pronta pra ajudar. “Era uma pessoa de bom coração, vivia sorrindo. Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer com ela”, comentou uma moradora da rua.

O clima na região é de medo e desconfiança. Muitas pessoas estão evitando aceitar entregas que não esperavam, especialmente depois que o caso foi divulgado pela imprensa. Um morador chegou a dizer que o episódio serve de alerta: “Hoje em dia a gente nunca sabe de onde vem as coisas. É melhor prevenir.”

Enquanto isso, a polícia segue analisando imagens de câmeras de segurança e conversando com possíveis testemunhas. O que se sabe até agora é que o pacote com o bolo foi deixado por uma pessoa ainda não identificada, sem bilhete nem remetente.

O laudo toxicológico, que deve apontar qual substância causou o envenenamento, ainda não foi divulgado. A expectativa é que o resultado ajude a dar um rumo mais claro à investigação.

Um caso trágico que mistura mistério, dor e revolta — e que, infelizmente, mostra como até um simples pedaço de bolo pode esconder uma história de horror.



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