Corpo de criança que sumiu de dentro de casa é encontrado em margem de rio cinco dias após desaparecimento

O caso do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas 2 anos, comoveu toda a região dos Campos Gerais, no Paraná. O corpo da criança foi encontrado nesta terça-feira (14) por um pescador, às margens do Rio Tibagi, na cidade que leva o mesmo nome. A confirmação veio do Corpo de Bombeiros e também da Polícia Militar, encerrando seis dias de buscas intensas e cheias de angústia.

Arthur havia desaparecido na manhã de quinta-feira (9), de dentro da própria casa. Desde então, familiares, vizinhos e autoridades se mobilizaram numa verdadeira corrida contra o tempo. Horas depois do sumiço, a mamadeira do menino foi encontrada boiando no rio, cerca de 500 metros distante da residência. A partir daí, começou uma busca minuciosa por toda a região — tanto em terra quanto na água, com mergulhadores e drones sendo utilizados.

De acordo com a Polícia Militar, o corpo foi localizado a uns 20 metros do ponto onde a mamadeira tinha sido achada. No entanto, as condições em que o corpo foi encontrado não permitiram uma análise imediata. A perícia agora está nas mãos da Polícia Civil e da Polícia Científica, que tentarão esclarecer como tudo aconteceu. O corpo de Arthur foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa, onde passará por exame de necropsia. Até o momento, não há informações se o menino apresentava marcas de violência.

O delegado responsável pelo caso, Guilherme Barbosa de Lima, informou que nenhuma hipótese está sendo descartada. A principal dúvida gira em torno de duas possibilidades: se o garoto foi vítima de um crime ou se teria saído sozinho de casa e caído acidentalmente no rio. Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo, familiares contaram que notaram a ausência da criança logo cedo e começaram a procurá-la imediatamente pelos arredores.

“A responsável percebeu o desaparecimento e, junto com vizinhos, iniciou as buscas antes mesmo da chegada das equipes oficiais”, informou a PM em nota. O local onde a criança morava fica próximo a uma área de mata, o que complicou ainda mais o trabalho de procura.

As investigações seguem em andamento. Segundo o delegado, além de ouvir familiares e vizinhos, a polícia também recolheu vestígios biológicos que foram enviados para análise. Esses materiais podem ajudar a esclarecer se há envolvimento de terceiros no desaparecimento. As equipes também estão revisando imagens de câmeras de segurança da região e contam com o apoio do Sicride, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas.

As buscas, que duraram seis dias, envolveram um esforço conjunto de várias instituições: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Científica, Defesa Civil, Conselho Tutelar, Samu e até voluntários da cidade. O caso ganhou destaque nas redes sociais após a emissão de um Amber Alert, sistema de alerta para desaparecimento de crianças — o mesmo modelo usado nos Estados Unidos — que notifica usuários de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. A ferramenta é fruto de uma parceria entre o Ministério da Justiça e a empresa Meta.

O clima em Tibagi é de tristeza e consternação. Moradores que acompanharam o caso desde o início se reuniram em vigília enquanto aguardavam notícias. A história de Arthur, infelizmente, termina de forma trágica, mas reacende o debate sobre segurança infantil, vigilância em áreas próximas a rios e a importância de sistemas de alerta rápidos.

Ainda não se sabe quando o corpo do menino será liberado para velório e sepultamento. Enquanto isso, a cidade tenta entender como um simples momento de distração pôde se transformar em uma perda tão dolorosa.

Um caso que deixa o coração apertado — desses que fazem a gente refletir sobre o quanto a vida pode mudar num piscar de olhos.



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