Mesmo depois de encontrarem o corpo do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas 2 anos, o mistério sobre o que realmente aconteceu com o menino ainda deixa a cidade inteira de Tibagi, no Paraná, sem respostas e com o coração apertado.
Arthur desapareceu na tarde da última quinta-feira, dia 9 de outubro. Desde então, familiares, vizinhos e equipes de resgate se mobilizaram numa busca intensa, que parecia não ter fim. A única pista que surgiu naquele dia foi uma mamadeira azul, achada por volta das 16h às margens do Rio Tibagi — o mesmo rio que passa pertinho da casa onde o menino morava com a família. A mamadeira foi mostrada aos pais e, infelizmente, reconhecida de imediato como sendo do pequeno Arthur.
A cena partiu o coração de quem acompanhava o caso. Muitos moradores da região se juntaram aos bombeiros e voluntários, num esforço coletivo que tomou conta das redes sociais. Nos grupos de WhatsApp da cidade, era comum ver fotos, orações e mensagens de esperança. Mas o desfecho, infelizmente, não foi o que todos esperavam.
Na terça-feira (14), o corpo de Arthur foi encontrado a cerca de 80 metros do local onde a mamadeira havia sido achada. A Polícia Militar do Paraná confirmou a localização e informou que, devido às condições do corpo, não foi possível fazer uma análise detalhada ali mesmo. Agora, o trabalho passa para as mãos da Polícia Civil e da Polícia Científica, responsáveis por descobrir as causas da morte e se houve algum tipo de crime envolvido.
“No momento da localização, foi constatado que as condições do corpo não permitiam uma avaliação detalhada, ficando a cargo da Polícia Civil e da Polícia Científica a continuidade dos trabalhos de perícia e investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido”, informou a PMPR.
Em nota, a Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR) declarou que segue investigando o caso e que aguarda os laudos periciais para determinar o que realmente aconteceu com Arthur. Até o momento, nenhuma hipótese foi descartada — e isso tem alimentado muitas especulações entre os moradores.
Alguns vizinhos chegaram a relatar que o menino gostava de brincar perto do rio, o que levanta a possibilidade de um acidente. Outros, porém, acham que há algo mais por trás da tragédia, já que ninguém teria visto Arthur sair de casa sozinho. As redes sociais viraram um espaço de desabafo e teorias, como costuma acontecer em casos que envolvem crianças e emoções à flor da pele.
Enquanto isso, a cidade tenta digerir o acontecido. Tibagi, que é pequena e onde todo mundo se conhece, amanheceu mais silenciosa depois da notícia. A prefeitura chegou a divulgar uma nota de pesar, e a escola onde Arthur estudaria no próximo ano fez uma homenagem simples, com balões azuis e flores deixadas na entrada.
Muita gente tem lembrado de tragédias parecidas que chocaram o país, como o caso do menino Miguel, em 2020, e o do pequeno Henry, no Rio de Janeiro. São histórias diferentes, mas que sempre despertam o mesmo sentimento coletivo de dor e impotência.
Agora, a esperança dos familiares e amigos é que a investigação traga respostas — e justiça, se for o caso. A mãe do menino, muito abalada, mal tem conseguido falar com a imprensa. O pai, por sua vez, pediu respeito e paciência, dizendo apenas que quer entender o que tirou o filho deles tão cedo.
O caso de Arthur da Rosa Carneiro ainda está cercado de dúvidas, e o silêncio que paira sobre o rio Tibagi parece carregar parte dessa tristeza. Enquanto as autoridades trabalham, a cidade espera. E espera com fé — porque, no fundo, todo mundo quer apenas saber a verdade sobre o que aconteceu com aquele menino de sorriso doce que encantava quem o via passar pela rua.