Vídeo: avó do menino de 2 anos que foi encontrado sem vida no Paraná vem a público e faz forte revelação: “Culpa”

A família do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de só dois aninhos, tem vivido dias que mais parecem um pesadelo. Desde a última quinta-feira, 9 de outubro, quando o menino desapareceu em Tibagi, no interior do Paraná, o caso virou assunto em todo o estado e nas redes sociais. São horas e mais horas de busca, e até agora, nada concreto.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e até grupos especializados em buscas por terra e água estão envolvidos na operação. Mergulhadores têm vasculhado rios, drones sobrevoam a região e voluntários ajudam como podem. É uma daquelas histórias que fazem o coração apertar, sabe? Todo mundo torcendo pra um final feliz, mas com o passar dos dias a esperança vai ficando mais difícil de segurar.

Quem decidiu quebrar o silêncio foi Rosa, avó do pequeno Arthur. Ela falou pela primeira vez ao Jornal Tibagi, numa entrevista emocionada em que tentou defender a filha, uma adolescente de apenas 15 anos, que estava com o menino no momento em que ele sumiu. A fala de Rosa veio como um desabafo, depois de ver a filha sendo atacada nas redes, com muita gente apontando o dedo sem saber direito o que aconteceu.

“Ficam criticando minha filha, como se ela tivesse culpa de alguma coisa. Isso poderia ter acontecido com qualquer um”, disse Rosa, visivelmente abalada. Segundo ela, as duas têm evitado sair de casa ou dar entrevistas porque o peso emocional é grande demais. “A gente tá destruída, moço. Eu não como, não durmo, fico só pensando nesse menino. A gente não mostra muito o rosto porque a dor é grande”, completou, com a voz embargada.

O caso, que ganhou destaque até em portais nacionais, tem gerado uma mistura de revolta e compaixão. Parte da população cobra respostas rápidas da polícia, enquanto outra pede mais empatia com a família, especialmente com a mãe adolescente, que virou alvo de comentários cruéis.

Nas redes, muita gente a chamou de “fria”, dizendo que ela parecia não demonstrar emoção. Rosa, porém, fez questão de defender a filha e explicar que nem todo mundo reage igual em momentos de tragédia. “Minha filha nunca foi de mostrar sentimento. Ela é daquelas que guarda tudo pra si, sabe? Desde pequena é assim”, contou. Segundo a avó, a menina sempre foi responsável e muito carinhosa com o filho. “Ela cuidava do Arthur direitinho, dava banho, comidinha, tudo. E ainda ajudava com os outros pequenos aqui de casa”, afirmou.

A avó também comentou que a filha está recebendo acompanhamento psicológico e que o Conselho Tutelar acompanha o caso. A polícia segue investigando todas as possibilidades, inclusive a de que Arthur possa ter se afastado sozinho. “A gente só quer o Arthur de volta, seja como for. Não aguentamos mais essa espera”, desabafou Rosa.

Enquanto as buscas continuam, moradores da cidade têm se reunido para vigílias e orações. Em frente à Igreja Matriz de Tibagi, velas acesas e cartazes com a foto do menino viraram símbolo da esperança da comunidade. “Parece que a cidade inteira parou por causa desse caso”, comentou uma moradora que ajuda nas buscas desde o primeiro dia.

Nas redes, a hashtag #VoltaArthur se espalhou e já reúne milhares de mensagens de apoio e fé. Apesar das críticas e das dúvidas, o sentimento que predomina é um só: que o pequeno Arthur seja encontrado logo e que a família possa, enfim, respirar em paz.



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