Advogada diz à CPMI que não cometeu fraudes e que tem “provas robustas”

Defesa de Tonia Galleti na CPMI do INSS

Recentemente, durante um depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga possíveis irregularidades no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a advogada Tonia Galleti fez uma forte defesa de sua inocência. Ela negou categoricamente qualquer envolvimento em fraudes que afetariam aposentados e pensionistas, afirmando que possui provas robustas que comprovam sua não participação em esquemas fraudulentos.

O Depoimento

No dia 20 de outubro, Tonia Galleti, que é assessora jurídica do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), se dirigiu aos membros da CPMI com um discurso firme. Ela afirmou: “O sindicato não é de mentira, o sindicato não comete fraude, eu não cometi fraude, o meu pai não cometeu fraude, nenhuma dessas pessoas que o senhor está citando, porque a gente trabalhou, e eu tenho provas robustas”. Essa declaração deixou claro seu propósito de não apenas se defender, mas também de restaurar a imagem do sindicato que representa.

Impacto das Acusações

Tonia expressou sua preocupação com a possibilidade de que essas alegações pudessem prejudicar entidades que consideram honestas. Ela mencionou que ao atribuir a ela ganhos indevidos, os congressistas estariam, de certa forma, “matando o mensageiro”. Essa frase, que traz uma forte conotação, sugere que ao focar em indivíduos, as instituições que realmente lutam contra a corrupção podem ser desestimuladas. Ela disse: “Vocês tiram do cidadão a coragem de denunciar a corrupção”. Essa afirmação revela uma reflexão profunda sobre o papel dos denunciantes e o clima de medo que pode ser gerado por investigações desse tipo.

Histórico e Contribuições

Tonia Galleti não é uma figura estranha ao debate sobre previdência social. Ela integrou o CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) e fez denúncias ao colegiado em 2023. Além disso, é filha de João Batista Inocentini, um dos fundadores e ex-presidente do Sindnapi, o que a torna uma figura relevante e histórica dentro da organização. Essa conexão familiar com o sindicato pode explicar sua dedicação em defender a integridade da entidade.

A Auditoria da CGU

Um dos pontos mais controversos do depoimento foi a crítica de Tonia à auditoria realizada pela CGU (Controladoria-Geral da União). Essa auditoria concluiu que 262 mil pessoas não reconheceram os descontos associativos feitos pelo sindicato. Tonia levantou questionamentos sobre a validade desses dados. Ela apontou que, dentre as 262 mil pessoas que contestaram os descontos, 15 mil haviam outorgado procurações para participar de ações coletivas do sindicato. Isso sugere que, mesmo em meio a controvérsias, há um número significativo de associados que confiam no trabalho do sindicato.

A Repercussão do Caso

Além de questionar os dados da CGU, Tonia também foi indagada sobre seu relacionamento com o Sindnapi. Ela reafirmou a importância do sindicato e seu papel em apoiar os aposentados e pensionistas. Ao falar sobre a demanda de atendimento, Galleti observou que “os telefones do departamento jurídico não param de tocar porque as pessoas estão preocupadas com os seus processos, com suas análises, com as suas revisões”. Isso mostra que, apesar das controvérsias, há uma preocupação genuína por parte dos associados em garantir seus direitos.

O Caso dos Descontos Irregulares

O esquema de descontos irregulares no INSS veio à tona após uma operação conjunta da Polícia Federal e da CGU, que despertou a atenção da sociedade e da mídia. A forma como esses casos se desenrolam pode ter um impacto profundo na confiança do público nas instituições. É essencial que tanto a CPMI quanto as autoridades competentes realizem investigações minuciosas para garantir que a verdade venha à tona.

Conclusão

As afirmações de Tonia Galleti levantam questões importantes sobre a transparência e a responsabilidade no setor previdenciário. O que está em jogo não é apenas a reputação de indivíduos, mas também a confiança da população em entidades que deveriam proteger seus direitos. O resultado dessa investigação poderá ter repercussões significativas para o futuro do INSS e a forma como os sindicatos operam.



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