Médico esclarece riscos do parto de emergência após falecimento da prima de Ana Castela

A prima da cantora Ana Castela, Paula Proença Castela Ribeiro, de 36 anos, morreu nesta quinta-feira (23) em Cuiabá. Segundo familiares, ela estava grávida e precisou passar por um parto de emergência, mas não resistiu às complicações e veio a óbito. A notícia foi divulgada pelo g1, mas a causa exata da morte ainda não foi confirmada, e detalhes sobre o sepultamento também não foram revelados.

Ana Castela, que recentemente usou suas redes sociais para pedir doações de sangue, está atualmente em Portugal a trabalho e ainda não se pronunciou sobre a tragédia familiar. A perda, sem dúvida, é um momento delicado para a família e amigos próximos, que agora enfrentam o luto e a falta de respostas.

Para entender melhor os riscos e as situações que podem levar a um parto de emergência, o CARAS Brasil conversou com o médico integrativo Dr. Wandyk Alisson. Ele explica que esse tipo de parto acontece quando o bebê nasce de forma inesperada, sem tempo suficiente para preparo médico completo, seja antes da chegada ao hospital, durante o transporte ou até dentro da unidade de saúde, mas sem suporte total da equipe obstétrica. “É uma situação em que o corpo entra em trabalho de parto abruptamente, exigindo resposta imediata para proteger mãe e bebê”, diz o especialista.

Segundo Dr. Wandyk, diversos fatores podem levar a um parto de emergência. Um deles é o trabalho de parto prematuro espontâneo, que acontece antes da 37ª semana de gestação. Isso pode ser causado por infecção intrauterina, estresse, tabagismo, ruptura prematura da bolsa ou histórico de parto prematuro. Outra situação é a ruptura prematura das membranas, quando a bolsa se rompe antes do início do trabalho de parto, provocando perda de líquido amniótico, contrações rápidas e necessidade de intervenção imediata para evitar infecção fetal.

O descolamento prematuro da placenta é outra complicação grave. Nessa condição, a placenta se separa da parede uterina antes do parto, colocando a mãe e o bebê em risco e exigindo ação rápida da equipe médica. Além disso, o sofrimento fetal agudo ocorre quando há uma diminuição súbita do oxigênio disponível para o bebê, podendo ser provocado por compressão do cordão umbilical, hipertensão materna, diabetes descompensado ou uso de certos medicamentos. Nessas situações, o parto deve ser acelerado para prevenir danos neurológicos ao recém-nascido.

A hemorragia materna é outro risco crítico e pode surgir devido a placenta prévia – quando a placenta se implanta sobre o colo do útero – ou por ruptura uterina. Nesses casos, a cesariana de emergência muitas vezes é necessária para salvar a vida da mãe e do bebê. Já o trabalho de parto precipitado acontece quando as contrações são muito rápidas e intensas, resultando no nascimento em menos de três horas. É mais comum em mulheres que já tiveram outros partos e pode causar lacerações, além de risco de aspiração de líquido pelo bebê devido à velocidade do nascimento.

Dr. Wandyk alerta que os riscos para a mãe incluem hemorragia, choque hipovolêmico, infecção e lacerações graves. Para o bebê, os perigos envolvem asfixia perinatal, aspiração de mecônio, hipotermia e traumas durante o parto. Além disso, há impactos emocionais significativos: o medo, a sensação de descontrole e a ausência de um ambiente seguro podem gerar ansiedade e até estresse pós-traumático na mãe. Por isso, o acompanhamento médico e psicológico após um parto de emergência é tão importante quanto o cuidado físico.

A morte de Paula Proença é um lembrete doloroso de como o parto, mesmo cercado de cuidados médicos, pode se tornar imprevisível e perigoso. A família, amigos e a comunidade em torno de Ana Castela enfrentam agora o luto, tentando lidar com a perda inesperada e a ausência de respostas imediatas sobre o que aconteceu.



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