O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) está no meio de uma disputa judicial com a influenciadora Aline Bardy Dutra, mais conhecida nas redes sociais como Esquerdogata. O caso ganhou destaque desde agosto de 2025, quando o parlamentar entrou com um processo contra a influenciadora por difamação, que atualmente tramita na 1ª Vara Criminal de Brasília.
Tudo começou quando Nikolas apresentou uma queixa-crime à Polícia Civil de São Paulo. Segundo ele, em fevereiro deste ano, Aline publicou um vídeo nas redes sociais alegando que o deputado era um dos “responsáveis pelo maior esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas”. No final do vídeo, a influenciadora teria ainda usado o termo pejorativo “Chupetola” para se referir a Nikolas, algo que ele considera difamatório.
A defesa do parlamentar, na petição inicial, pediu que o caso fosse investigado e que o juiz determinasse um valor de indenização. “A indenização deve proporcionar à vítima satisfação na justa medida do abalo sofrido, produzindo no causador do mal impacto suficiente para dissuadi-lo de igual e semelhante atentado”, argumentou a equipe de defesa.
Recentemente, houve uma atualização no processo: a juíza Magna Maria Cysne marcou uma audiência de conciliação entre Nikolas e Aline para o dia 3 de dezembro de 2025. O objetivo é tentar uma solução antes que o caso avance para etapas mais complexas do Judiciário.
A prisão de Esquerdogata
Mas os problemas de Aline Bardy com a lei não param por aí. Na madrugada de sábado (25/10), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a influenciadora foi presa após desacatar policiais militares e resistir à prisão. De acordo com os relatos da PM, a abordagem aconteceu porque ela teria cometido injúria racial contra um dos policiais.

Segundo o boletim de ocorrência, Aline se aproximou dos policiais do 51º Batalhão do Interior, que estavam finalizando uma ação de fiscalização no cruzamento das ruas Florêncio de Abreu com Cerqueira César. A influenciadora estava com o celular em mãos, possivelmente registrando o momento, e teria feito uma declaração considerada racista: “um preto querendo foder outro preto”.
Os policiais, então, passaram a gravar Aline com seus celulares e a questionaram sobre a frase. Em sua defesa, a influenciadora negou ter cometido injúria racial e questionou a abordagem, argumentando que o policial não poderia tratar uma pessoa da mesma “condição de classe” daquela dele de maneira tão agressiva.
O episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, com seguidores de Aline defendendo sua postura e críticos apontando a gravidade do desacato e da suposta injúria racial. A prisão reacendeu o debate sobre a conduta de influenciadores digitais e a responsabilidade que eles têm ao se expor publicamente, ainda mais quando envolvem autoridades ou servidores públicos.
O caso de Aline Bardy e Nikolas Ferreira se torna cada vez mais emblemático porque mistura política, influenciadores digitais e questões legais delicadas. Para o deputado, trata-se de defender sua honra diante de acusações graves. Para a influenciadora, é um momento de confrontar a polícia e, agora, a Justiça, enquanto tenta explicar suas atitudes em meio à repercussão nas redes.
Com a audiência de conciliação se aproximando, o Brasil acompanha atento. Resta saber se Nikolas e Aline conseguirão resolver a situação de forma pacífica ou se o processo seguirá para uma disputa judicial mais longa. Entre as publicações, vídeos e declarações polêmicas, a história já acumula capítulos que levantam questionamentos sobre liberdade de expressão, limites da crítica pública e as consequências das ações de influenciadores no cenário digital.
Enquanto isso, o país observa e comenta: é mais um episódio em que política e redes sociais se entrelaçam de maneira intensa, com repercussões que vão muito além do círculo imediato dos envolvidos.