O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) voltou a causar polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira, 29 de outubro, ao disparar duras críticas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das postagens mais comentadas do dia, o parlamentar mineiro chamou Lula de “canalha perverso”, após o petista, segundo ele, ignorar as mortes dos policiais durante a megaoperação no Rio de Janeiro.
Nikolas publicou o desabafo no X (antigo Twitter), afirmando que o presidente, até o momento, não havia se pronunciado sobre os agentes mortos na operação. Segundo o deputado, essa omissão demonstra o quanto o atual governo estaria distante da realidade enfrentada por quem arrisca a vida na segurança pública.
“O Lula até agora não abriu a boca pra se solidarizar com os policiais assassinados pelos criminosos. Nem uma palavra. Nada. Em um país sério, ele, como chefe maior, deveria dar o exemplo e mostrar que homens que sacrificam a vida pelo Brasil são considerados heróis, e não tratados como ratos que podem ser esquecidos. Que fique registrado como o presidente Lula trata as vítimas do crime. Um canalha perverso”, escreveu Nikolas.
A publicação gerou milhares de curtidas e compartilhamentos em poucas horas, com apoiadores reforçando o discurso do deputado e críticos acusando-o de usar o episódio para fazer política em cima da tragédia. Até o final da tarde, Lula ainda não havia comentado o assunto, o que só aumentou a repercussão do tema nas redes.
Nikolas e o embate com a esquerda
Não satisfeito, o parlamentar fez outra publicação, desta vez tratando sobre o cristianismo e a postura da esquerda em relação à fé. Ele afirmou que há uma contradição constante no discurso progressista, onde Jesus é lembrado apenas quando convém politicamente.
“A esquerda que despreza o cristianismo só se lembra de Cristo quando pode usá-lo como escudo. Confundem misericórdia com permissividade, como se amar o pecador significasse absolver o crime. Mas desde Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, a Igreja ensina que a justiça é parte do amor: proteger o inocente é um ato de caridade, e punir o mal é restaurar a ordem que o próprio Deus instituiu”, escreveu.
O deputado concluiu o texto citando passagens bíblicas e defendendo a ação da polícia contra o crime organizado, reforçando que “a verdadeira paz só existe onde há justiça”.
“O apóstolo Paulo foi claro: a autoridade não traz a espada em vão, é serva de Deus para castigar quem faz o mal. O cristão não é chamado à covardia, mas à coragem moral. Cristo, que perdoou, também empunhou o chicote. O cristão que ama o bem não pode ser neutro diante do mal. Quando a polícia reage a criminosos, o cristão não celebra a morte, mas a vitória da ordem sobre o caos. Porque amar o bem é odiar o que o destrói – e a verdadeira paz só existe onde há justiça.”
Repercussão e clima político
A fala de Nikolas veio num momento tenso, após a operação no Rio deixar dezenas de mortos e reacender o debate sobre a violência e a atuação das forças de segurança no estado. Enquanto parte da população cobra medidas mais duras, outra parcela questiona o excesso das ações policiais e o silêncio do governo federal.
Nas redes, o nome de Nikolas Ferreira rapidamente entrou nos assuntos mais comentados. Muita gente elogiou a coragem do parlamentar por “falar o que muitos pensam e poucos dizem”. Outros, porém, o acusaram de distorcer os fatos e transformar a tragédia em palanque político.
No fim, o episódio mostra o quanto o país ainda está dividido — e como temas como religião, segurança e política continuam se misturando no debate público.