Ratinho apoia megaoperação e detona quem defende criminosos

O apresentador Ratinho voltou a causar polêmica ao comentar sobre a operação policial no Rio de Janeiro, realizada no último dia 28. Durante seu programa no SBT, ele não poupou palavras: defendeu a ação da polícia e cobrou das autoridades um endurecimento real contra o crime organizado. “Tá muito fácil pra bandido aqui neste país”, disparou o comunicador, dizendo que já passou da hora dos governantes tomarem providências mais firmes na segurança pública.

Ratinho, que costuma falar o que pensa sem muito filtro, apresentou ao vivo o resultado de uma pesquisa feita com os telespectadores do seu programa. Segundo os números, 94% do público disse apoiar a Operação Contenção, enquanto apenas 6% foram contra. “Sinal de que o povo tá cansado da violência, né? Tá muito violento, muito mesmo. Acho que nossos governos, principalmente os juristas e deputados, deviam mudar um pouco as leis. Tá muito fácil pra bandido nesse país. Tá na hora de vocês fazerem alguma coisa”, afirmou, com aquele jeito direto que já é marca dele.

O apresentador seguiu com o tom indignado e disse que o Brasil precisa parar de ter medo de chamar as coisas pelo nome certo. “Tem que parar com essa bobagem de ideologia”, reclamou. E completou: “O comerciante que paga pra trabalhar é vítima de extorsão. Mulher obrigada a ficar com traficante é violência sexual. Barricada impedindo a entrada é domínio armado. E queimar gente em pneu é tortura e homicídio. A gente prende comediante por piada e deixa bandido mandando em território. Quem extermina, domina e mata não é vítima da sociedade, não. Vamos parar com essa história”.

Ratinho ainda fez um apelo emocionado pelas famílias dos policiais que morreram durante a operação. “Nós sonhamos com uma pátria livre, enquanto heróis fardados morrem pelo Brasil. Fica aqui minha solidariedade às famílias dos policiais que morreram lutando. Chega de politizar, de transformar tudo em ideologia. Traficante não é vítima. Bandido é bandido. E nessa guerra tem que ser combatido. Ele escolheu ser bandido, então tem que ser combatido. É assim que funciona, é assim que a banda toca”, concluiu o apresentador, visivelmente revoltado.

A Operação Contenção, citada por Ratinho, aconteceu nos complexos do Alemão e da Penha, e já é considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro. Foram 121 mortos — sendo 117 suspeitos e 4 policiais — além de 113 presos, 10 menores apreendidos, 118 armas recolhidas e mais de uma tonelada de drogas apreendidas. A ação dividiu opiniões pelo país: enquanto parte da população aplaudiu a ofensiva, dizendo que “bandido tem que pagar”, outros criticaram o alto número de mortes e o modo como as operações vêm sendo conduzidas.

Nas redes sociais, o discurso de Ratinho gerou repercussão imediata. Alguns internautas concordaram com o apresentador, dizendo que “finalmente alguém falou o que o povo pensa”. Outros o acusaram de incentivar a violência e ignorar as causas sociais do problema. Mas, como de costume, o comunicador pareceu não se importar muito com as críticas. “Eu falo o que penso e pronto”, costuma dizer.

A fala de Ratinho reflete um clima de tensão que vem tomando conta do país nos últimos tempos, especialmente após as falas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu investigação sobre possíveis excessos na operação. Enquanto o governo federal tenta equilibrar o discurso entre direitos humanos e combate ao crime, figuras populares como Ratinho vocalizam o sentimento de grande parte da população que se sente refém da violência.

No fim das contas, a opinião do apresentador escancara uma verdade incômoda: o povo brasileiro está cansado de ver o crime ditar as regras. E, goste-se ou não do estilo dele, Ratinho apenas colocou em palavras o que muita gente anda pensando — que o país precisa, de fato, reagir.



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