Urgente: “Débora do Batom” é socorrida às pressas após passar mal e diagnóstico é revelado

A cabeleireira Débora Rodrigues, mais conhecida como “Débora do Batom”, voltou a ser assunto nesta semana depois de deixar, sem autorização, a prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de Janeiro, ela teria saído de casa, em Paulínia (SP), na noite de segunda-feira (3/11), alegando que estava passando mal.

Débora ficou conhecida em todo o país depois que picha­ra a famosa frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos golpistas de 2023. A cena correu as redes sociais e virou símbolo de um dos episódios mais tensos da história recente do Brasil.

Mas agora, dois anos depois, o caso dela ganha um novo capítulo. Segundo um relatório enviado ao ministro Moraes pelo Núcleo de Monitoramento de Pessoas (NMP) da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, o sistema eletrônico detectou que a tornozeleira de Débora indicava violação de área de inclusão — ou seja, ela saiu do perímetro permitido.

De acordo com o documento, a infração começou às 20h38 do dia 3 de novembro e só terminou às 3h07 do dia seguinte, totalizando mais de seis horas fora de casa. A justificativa: uma infecção urinária que, segundo os familiares, a obrigou a buscar atendimento médico.

O NMP informou que, ao perceber a violação, entrou em contato por telefone com o marido da cabeleireira, por volta das 22h07. O homem relatou que Débora estava no Hospital Municipal de Paulínia, passando por exames. Já na madrugada, às 4h41, os agentes ligaram para a irmã dela, Cláudia, que confirmou a ida ao hospital e disse que Débora sentia fortes dores.

Mesmo com o uso da tornozeleira, os funcionários do hospital não deram atendimento preferencial, segundo o próprio relatório. O médico responsável teria pedido exames de sangue, urina e raio-X, que confirmaram a infecção urinária.

Os registros mostram que Débora chegou ao hospital por volta das 20h50 e saiu de lá às 2h22 da madrugada. No caminho de volta, ainda fez uma parada rápida numa farmácia — cerca de 20 minutos — antes de retornar à residência. O sistema só voltou a registrar o sinal dentro da área permitida às 3h07.

Agora, o episódio está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que ainda não se pronunciou sobre o caso. A decisão dele pode definir se a cabeleireira continua em prisão domiciliar ou se será transferida para um presídio de São Paulo.

O caso tem gerado debate nas redes. Alguns usuários apontam que, mesmo com a justificativa médica, o fato de Débora não ter pedido autorização prévia pode ser considerado descumprimento da pena. Outros defendem que situações de urgência, como problemas de saúde, deveriam ter tratamento diferenciado — especialmente quando há comprovação médica.

Em abril deste ano, o STF condenou Débora por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A sentença de 14 anos veio acompanhada de uma multa e do uso obrigatório da tornozeleira eletrônica.

Desde então, a cabeleireira vinha cumprindo a pena em casa, mantendo uma rotina discreta em Paulínia. Nas redes, ela chegou a publicar mensagens dizendo que estava “entregando tudo nas mãos de Deus”. Agora, com o novo episódio, a situação dela pode se complicar ainda mais.

O caso de Débora também reacende a discussão sobre como o STF tem lidado com os condenados dos atos de 8 de Janeiro — muitos deles ainda aguardam julgamento de recursos. E, como tem sido comum nas últimas decisões, Moraes deverá avaliar se a saída foi realmente uma emergência médica ou uma violação deliberada das regras da prisão domiciliar.

Enquanto isso, “Débora do Batom” segue no centro das atenções — de novo, entre a Justiça e a opinião pública.



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