Adriana Esteves pode se tornar uma das atrizes mais bem pagas da Globo com “Avenida Brasil 2”

A Globo parece estar disposta a tudo pra recuperar o público das novelas das 9. Depois da recepção morna do remake de Vale Tudo, que dividiu opiniões e não empolgou como a emissora esperava, o canal já tem outro plano ousado: ressuscitar Avenida Brasil, um dos maiores sucessos da teledramaturgia recente. E, pra isso, a emissora carioca tá pronta pra abrir o cofre — e não é pouco dinheiro, viu?

Segundo informações de bastidores, o projeto é tratado internamente como uma “continuação épica”, e a ideia é reunir o elenco principal que marcou época em 2012. Adriana Esteves deve voltar no papel da inesquecível Carminha, ao lado de Murilo Benício (Tufão), Débora Falabella (Nina) e Cauã Reymond (Jorginho). A direção ficará a cargo de Ricardo Waddington, enquanto o texto será novamente assinado por João Emanuel Carneiro, o mesmo autor da versão original.

Mas o retorno da vilã mais amada (e odiada) do Brasil vai sair caro. Segundo o colunista André Romano, Adriana Esteves deve embolsar cerca de R$ 1,5 milhão pelo projeto. O valor não inclui apenas o cachê da novela, mas também campanhas publicitárias, ações de marketing e possíveis aparições em produções derivadas — como uma série no Globoplay.

Pra ter uma ideia do tamanho do investimento, a atriz Débora Bloch, que interpretou a nova Odete Roitman no remake de Vale Tudo, recebeu aproximadamente R$ 3 milhões pelo pacote completo — salário, direitos de imagem e contratos de publicidade exibidos nos intervalos da trama. A Globo, portanto, parece disposta a repetir a fórmula, apostando pesado no fator nostalgia e em nomes que o público já ama.

Apesar da empolgação dos fãs, ainda não há confirmação oficial sobre o início das gravações. A previsão é que a nova Avenida Brasil vá ao ar apenas em 2027, substituindo a próxima novela das nove de Walcyr Carrasco, intitulada Quem Ama, Cuida. Antes disso, será exibida Três Graças, de Aguinaldo Silva, que estreou recentemente e tem agradado o público com seu humor ácido e críticas sociais.

Sobre a trama, o ponto de partida deve ser a redenção de Carminha, algo que já havia sido mostrado no final da primeira versão. Depois de confessar o assassinato de Max (Marcelo Novaes), a vilã terminou presa, mas foi acolhida por Mãe Lucinda (Vera Holtz) no lixão — o mesmo cenário que marcou o início da história. Agora, anos depois, ela tenta reconstruir a vida e se reaproximar de Nina e Jorginho.

Mas, como toda boa novela de João Emanuel Carneiro, nada será simples. Boatos indicam que o mistério em torno da morte de Max voltará com força total. Mesmo com a confissão de Carminha, novas pistas devem surgir, colocando em dúvida tudo o que o público acreditava saber. O autor pretende explorar temas como culpa, perdão e segundas chances, mas com aquele toque de drama, ironia e reviravoltas que fizeram de Avenida Brasil um fenômeno.

Nos corredores da Globo, o clima é de expectativa. A emissora vê na continuação uma chance de ouro pra reconquistar o público que migrou pras plataformas de streaming e também agradar quem sente falta das novelas “raiz”, cheias de emoção, vilania e barracos icônicos.

Se tudo sair como planejado, Carminha voltará pra causar — e o público, claro, vai estar pronto pra assistir cada segundo. Afinal, como esquecer o bordão que marcou uma geração? “Me serve, Nina!”

Parece que, mais de uma década depois, a vingança e a redenção ainda têm muito a render no horário nobre da Globo.



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